José Vieira/ Mato Grosso do Norte
Uma pesquisa realizada pela Unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso) constatou que há um alto índice de contaminação de metais pesados no rio Paranaíta, afluente do Teles Pires. No entanto, a pesquisa foi realizada partindo de Nova Canaã do Norte, na nascente do Rio Paranaíta, percorreu toda a sua bacia até a sua foz no ponto em que deságua no Rio Teles Pires. Na região da Pista do Cabeça é onde se concentra um índice ainda maior de contaminação.
As informações constam de Relatório Técnico do Ministério Público Federal (MPF) que revelou a presença de substâncias de grandes potenciais tóxicos nas águas do rio Paranaíta. O relatório é composto de 235 páginas e resultou em grande preocupação, devido seu potencial de risco à saúde humana e agressão os espécimes naturais.
Foram verificados, principalmente, alta concentração de mercúrio, azougue e cádmio (que é cancerígeno) em amostras da água e de peixes do rio Paranaíta.
A promotora de Alta Floresta, Dra. Fernanda Alberton, informou que a pesquisa foi realizada por pesquisadores da Unemat, custeada por um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado pela Usina Hidrelétrica Teles Pires com o Ministério Público Federal (MPF).
O resultado é preocupante devido aos elevados níveis de produtos como nitrogênio, alta turbidez da água, cádmio, azougue e mercúrio, característicos e associadas a atividade de garimpos na região.
Conforme o material recolhido pelos pesquisadores, estas substâncias tóxicas, representam um grande risco às espécies de peixe existentes na bacia que formam os rios da região. E para as pessoas que consomem os peixes contaminados, que podem ter problemas sérios de saúde.
O resultado da Pesquisa causou grande preocupação ao Ministério Público, pelos níveis de metais pesados, que são altamente nocivos à população, na hipótese de consumir peixes contaminados por estes produtos.
A presença de cádmio nos peixes, segundo a pesquisa, sobretudo em espécies predadores, estão acima dos limites máximo tolerado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Diante disto, a Promotoria de Justiça de Alta Floresta, determinou várias medidas que devem ser tomadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Como a realização de vistoria técnicas na área e apresentação de informações atualizadas sobre as Licenças Ambientais de garimpos.
Os objetivos destas ações, segundo a promotora Dra. Fernanda, são para assegurar transparência à população, principalmente de Alta Floresta e Paranaíta. Sobretudo no que se refere a qualidade da água, dos peixes e os potenciais riscos ambientais.
O Ministério Público deu um prazo 90 dias para estes procedimentos de novas coletas de dados e análises complementares, serem realizados.








