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Atualidades Quarta-feira, 14 de Setembro de 2022, 07:44 - A | A

14 de Setembro de 2022, 07h:44 - A | A

Atualidades / Coleta do lixo na zona rural

Comunidade Guadalupe quer construir a Casa do Lixo

Comunidade é constituída de produtores agroecológicos e propõe alternativa para a coleta do lixo ser realizada



José Vieira/ Mato Grosso do Norte

A segunda reportagem de Mato Grosso do Norte com o tema Coleta de lixo na Zona Rural, traz uma entrevista com o morador da comunidade Guadalupe, Adir Rodrigues da Silva.
A Comunidade Guadalupe fica na região da Pedra do índio e Adir é presidente da Associação Agroecológica Guadalupe – Águas. Ele reitera que os moradores tem grande interesse em poder contar com serviço de coleta, para evitar que o lixo seja descartado de forma insustentável, causando poluição no Meio Ambiente.

Reiterando que o objetivo da matéria é promover um debate sobre a premência do poder público municipal, com providencial urgência, deliberar com esta população, uma forma de proporcionar uma alternativa para que seu lixo seja coletado na zona rural. E assim, evitar que uma enorme quantidade de poluentes seja descartada inadequadamente na natureza, causando impacto e degradação.
Como não conta com serviço de coleta, o morador da zona rural tem grande dificuldade para fazer a destinação ambientalmente adequada do lixo que produz. Na maioria das vezes, o lixo é queimado ou acaba jazendo na natureza, poluindo rios e córregos.
Uma única família, mesmo que tenha baixo consumo, é capaz de produzir até 50 quilos de lixo por mês.
Conforme Adir, este problema foi tema de uma reunião entre os moradores da comunidade e membros da associação. E a comunidade tem um a proposta para apresentar para a gestão municipal, visando uma solução para a questão da coleta do lixo.
Os moradores tem um projeto de construir na sede da Associação Águas, a Casa do Lixo. A casa seria um Ponto Eco, onde os moradores levariam seu lixo para descartá-lo e um caminhão da prefeitura passaria para recolher quando o recipiente estivesse cheio.
“Nossa ideia é essa, mas queremos apoio da prefeitura para nos fornecer este material. Os moradores estão dispostos a ajudar a construir esta Casa. Temos a área onde a casa pode ser construída aqui na comunidade, que é na própria associação. Se a gente ter esta coleta, ninguém iria queimar lixo”, enfatiza.

Os moradores tem um projeto de construir na sede da Associação Águas, a Casa do Lixo. A casa seria um Ponto Eco, onde os moradores levariam seu lixo para descartá-lo e um caminhão da prefeitura passaria para recolher


De acordo com Adir, a sugestão é que, além da ajuda para a construção da Casa, a prefeitura recolheria uma vez por semana ou a cada 15 dias o lixo na comunidade.
A comunidade Guadalupe é um reduto de produtores orgânicos de Alta Floresta, com consciência da importância da preservação da natureza.
Conforme Adir, difícil alguém da comunidade que queime seu lixo. Mas os entulhos vão se acumulando. E para não deixar o lixo ir para o Meio Ambiente, alguns moradores contratam o serviço de “disk entulho” para ir recolhê-lo. No entanto, isto não é barato.
“Todo o ano a gente faz essa coleta. Juntamos o lixo dentro de uma tulha para não molhar, chamamos o disk entulho e pagamos R$ 360,00 por viagem para um caminhão vir na comunidade e levar o lixo embora”, explica, acrescentando que na semana passada, junto com o filho, contratou o serviço do disk entulho e foram levados dois caminhões de lixo.
O problema, segundo Adir, é que o morador vai acumulando lixo e nem todos tem a consciência de juntar o lixo para dar a destinação certa. E ainda há aqueles que queimam o lixo.
“Teria que ter um local adequado aqui na comunidade. Porém, a prefeitura tem que nos ajudar com o material, porque não temos o recurso para construir. Mas a mão de obra a associação se disponibilizou que ela construirá Casa”, assegura Adir.
Outra observação importante feita por Adir, é que a comunidade Guadalupe fica na região de nascente da água que é distribuída e consumida pela população de Alta Floresta.
“Aqui é uma comunidade grande. E quantos menos lixo a gente queimar e jogar na natureza é melhor para o Meio Ambiente. Nós queremos uma comunidade agroecológica e sem lixo. E se a prefeitura nos der este apoio, só temos a agradecer e quem ganha é a população e o Meio Ambiente”, enfatiza Adir.

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