José Vieira/ Mato Grosso do Norte
O prefeito de Peixoto de Azevedo, Nilmar Nunes de Miranda, Paulistinha (União) recebeu na tarde de terça-feira, 13, a visita em seu gabinete, do cacique Raoni Metuktire. O objetivo da liderança indígena foi de pedir o apoio do gestor, para a liberação da licença para a construção de uma estrada, que liga sua aldeia à Peixoto de Azevedo.
O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) negou o pedido de Licença para a realização da obra. A estrada, caso haja a liberação, será construída pela Prefeitura Municipal de Peixoto de Azevedo, com uma extensão de 50 quilômetros. Atualmente, o acesso à aldeia só é feito por água, o que dificulta para as ações de atendimento a comunidade indígena.
Paulistinha assegurou que irá junto com o cacique Raoni à Brasília, para tentar conseguir a licença para a construção da estrada. “O Ibama negou o pedido e vamos à Brasília falar com o deputado Emanoelzinho Pinheiro, que é vice-líder do governo, para ele intervir e ajudar a buscar uma solução. Se for possível, falaremos com o presidente Lula, para o Ibama liberar a licença”, diz o prefeito.
Ele afirma que assumiu o compromisso de construir a estrada que é extremamente importante para os indígenas que vivem na aldeia localizada na terra indígena Capoto/Jarina.
“O povo indígena precisa não somente do nosso apoio como prefeito, mas também do Governo Federal. A estrada é importante para melhorar a qualidade de vida dos indígenas e para podermos levar os remédios para a aldeia e outras assistências”, argumenta Paulistinha.
Segundo ele, hoje só é possível chegar na aldeia do cacique Raoni, por água. São 4 horas de barco. Meu compromisso é fazer a estrada. É um sonho dele que já foi prometido por vários governos, mas ninguém fez. Eu estou pedindo apenas a licença. Foi uma promessa de campanha e quero cumprir”, enfatiza Paulistinha.
Aldeia - A terra indígena Capoto/Jarina, do Povo Kaiapó, onde está a aldeia do líder indígena Raoni, fica no Parque Nacional Indígena do Xingu. Ele vive na aldeia junto com cerca de 400 habitantes de sua etnia.
Aos 93 anos, Raoni é o líder indígena mais influente do Brasil. Em 2020 foi cotado para receber o prêmio Nobel da Paz. É amigo do presidente Lula e subiu junto com ele, a rampa do Palácio do Planalto em sua posse para o terceiro mandato na presidência da República.









