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Política Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018, 00:00 - A | A

09 de Novembro de 2018, 00h:00 - A | A

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Governador eleito Mauro Mendes sinaliza que poderá taxar o agronegócio



Reportagem
Mato Grosso do Norte

O governador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), em entrevista nesta quarta-feira, deixou claro que não irá “sacrificar” os cofres públicos em função de determinado setor.

“O Estado não pode viver em função de nenhum tipo de categoria ou segmento, seja o agronegócio ou o servidor”, disse o governador eleito ao admitir a possibilidade de taxar o agronegócio.
Embora tenha admitido a possibilidade de cobrar impostos do agronegócio, o governador eleito ponderou que não adianta aumentar a receita do Estado só para cobrir despesas já criadas, pois o governo continuaria devendo hospitais e estradas à população, por exemplo.
Mauro Mendes ressaltou ainda que não teme o embate com qualquer setor ou categoria e que, ao se candidatar ao cargo de governador, tinha consciência das dificuldades que iria enfrentar.
“Não entrei enganado, sei que é difícil, mas vou fazer o meu papel, vou falar a verdade, vou mostrar as duras realidades. Agora, todo mundo tem que colaborar para sair desse buraco, estamos atolados e cabe a todos contribuir para que saiamos dessa situação. Vou fazer minha parte e espero que todos façam as suas”, declarou o democrata.
“Hoje existe um rombo na previdência de R$ R$ 1,1 bilhão. Só para pagar esse rombo, precisamos de R$ 1,1 bilhão. Vamos trabalhar muito para melhorar as receitas, mas temos que trabalhar muito também para segurar as despesas, ou vamos arrumar dinheiro novo para tapar buraco velho”, pontuou.
Empréstimos- Para o vice-governador eleito, Otaviano Pivetta (PDT), o melhor caminho para aumentar a arrecadação é a contração de empréstimos por parte do Governo do Estado. Em sua opinião, se Mato Grosso investir, por exemplo, R$ 10 bilhões em infraestrutura, em 15 anos, pode dobrar o Produto Interno Bruno (PIB), que hoje é de R$ 125 bilhões.
“Se precisar aumentar a arrecadação, nós podemos fazer por duas vias: aumentando os impostos, que a sociedade não aceita e nós também achamos que não é mais possível, ou tomando dívida para desenvolver o Estado e pagar com o crescimento econômico que vai ter. O Estado tem solução”, pontuou.

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