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Política Segunda-feira, 04 de Junho de 2018, 00:00 - A | A

04 de Junho de 2018, 00h:00 - A | A

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Presidente de Sindicato Rural cobra urgência na regularização fundiária



José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

O presidente do Sindicato Rural de Guarantã do Norte e do Comitê Pró Regularização Fundiária, Betinho Cesário, avalia que a falta de regularização fundiária na região norte de Mato Grosso, é um problema sério, que impacta sobremaneira o desenvolvimento da região, principalmente a Agricultura Familiar, e que tem que ser resolvido com urgência. 
Conforme ele, 70% das pequenas e médias propriedades nos municípios de abrangência do Comitê Pro –regularização fundiária [Terra Nova, Peixoto, Matupá, Guarantã e Novo Mundo] não tem documento.   Em Mato Grosso, são 170 mil e no Brasil são 500 mil propriedades sem regularização.

“Sem documento o produtor não tem nada. Se as propriedades fossem regularizadas, tínhamos financiamentos de R$ 1,5 milhão em cada propriedade, gerando renda e empregos. Poderíamos ter aqui uma Perdigão ou a Sadia para a industrialização de carne de frango. É um problema que atinge o grande é o pequeno, mas nossa expectativa é que a questão seja resolvida nos próximos três anos”, comenta.
Porém, ele disse que uma das lutas do Comitê, em parceria com a Famato e entidades ligadas ao setor produtivo, é para manter o programa Terra Legal, ligado à Secretaria de Regularização Fundiária, que o governo federal quer acabar.
“O governo está tirando os funcionários que atuavam na região e que já eram poucos. Estamos lutando para manter o Terre legal e para que o programa tenha orçamento. O governo quer acabar, mas o ministro Blairo Maggi entendeu a importância de mantê-lo e prometeu nos apoiar. O Terra Legal tem sido importante na a regularização fundiária na região”, disse.

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