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Política Terça-feira, 23 de Junho de 2015, 00:00 - A | A

23 de Junho de 2015, 00h:00 - A | A

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Supremo concede liberdade a Riva



Ao analisar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de soltar o ex-deputado estadual José Riva (PSD), a deputada Janaína Riva (PSD) reconheceu na tarde de hoje haver uma pressão por parte do Ministério Público Estadual que pode motivar novos pedidos de prisão do seu pai. De acordo com ela, o ex-presidente da Assembleia era um homem que causava “amor e ódio” às pessoas e poderes do Estado.

Ela citou que seu pai foi apontado numa reportagem da TV Centro América, afiliada da Rede Globo, como responsável pelos desmandos das obras da Copa do Mundo em Cuiabá e Várzea Grande e que isso gerou um clamor popular pela manutenção da prisão e, conseqüente, pressão aos magistrados que analisaram o caso e os pedidos de liberdade. “Meu medo sempre foi com relação ao Ministério Público e a pressão que exercia para ele continuar preso. Uma matéria do Fantástico, da forma que foi feita, como se ele fosse o governador do Estado, responsável por todas as obras da Copa”, declarou a deputada.

Segundo a parlamentar nesta semana ainda houve uma nova tentativa, através da mídia, de pressionar o Judiciário. “Que poder é esse que consegue usar uma matéria da Rede Globo, como foi o que aconteceu. E agora, prestes a sair uma decisão do STF, novamente uma matéria no domingo”, questionou sobre uma nova reportagem do Fantástico em que foi mostrado o confisco dos bens da família Riva na ordem de R$ 62 milhões.

Janaína frisou ainda que as desavenças entre Riva e o governador Pedro Taques (PDT) podem ter influenciado na prisão. Todavia, procurou isentar o governador de pressionar o MP ou o poder judiciário. “Não acho que o governador tenha pedido ou feito uma movimentação para que meu pai ficasse preso. Mas conta muito as inimizades que meu pai tem até hoje e isso influancia também”, citou.

A social democrata declarou ainda que o clamor popular e a pressão influenciaram para que a prisão preventiva se estendesse por esses 122 dias. Ela citou uma tendência de condenação em cada despacho contrário a liberdade do pai. “Dá pra ver pelas manifestações, pela forma como a magistrada respondia que já tinha um pré-julgamento. Ele era um homem que ainda não tinha sido sentenciado, mas já estava condenado. A nossa esperança sempre foi lá em Brasília”, frisou.

Janaina ainda prevê que o pai pode ser alvo de novas ações do Ministério Público, inclusive, com pedidos de prisão. “Se vier novos mandados, tem que responder da mesma maneira. Ele nunca fugiu e vai continuar sem fugir”

A deputada relatou ainda que não esperava que o pai fosse liberado nesta terça-feira, pois o habeas corpus não estava na pauta do STF (Supremo Tribunal Federal). “Tinha um receio dele ficar mais 50 dias preso. O STF vai entrar em recesso e vai voltar só no dia 8 de agosto. Então eu já estava com isso na minha cabeça. Essa decisão para mim foi uma surpresa, eu não tinha perspectiva nenhuma dele sair hoje ou amanhã”, citou em tom de emoção.

Ela pontuou ainda que Riva focará na defesa com objetivo de provar sua inocência. “Ele agüentou firme e forte, nunca abaixou a cabeça e tinha a esperança que uma hora ia dar certo e esse momento chegou. Agora ele pode responder em liberdade, é um homem livre e lutar pela defesa dele”.

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