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Atualidades Sexta-feira, 26 de Abril de 2024, 08:21 - A | A

26 de Abril de 2024, 08h:21 - A | A

Atualidades / Alta Floresta

CRM condena estrutura do PAM e prefeitura anuncia que negocia aluguel do Hospital Geral

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina, o PAM de Alta Floresta, não tem estrutura, nem medicamentos básicos e não tem sequer registro, conforme uma lei de 1932



José Vieira
Mato Grosso do Norte

Dois dias depois de o PAM – Pronto Atendimento Municipal - ter sua estrutura condenada por uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina- CRM- a prefeitura de Alta Floresta anunciou que irá alugar o Hospital Geral e transferir o atendimento para o local, segundo o senhor prefeito, Chico Gamba.
A fiscalização do Conselho Regional de Medicina esteve no PAM na segunda-feira, 22, e concluiu que o local não tem condições mínimas para atender a população e não oferece segurança de trabalho para o profissional médico, que ficam expostos no local.
Diogo Sampaio, presidente do CRM, afirma que ainda será feito um relatório, mas adiantou com base no que viu, que o Pronto Atendimento “não é um Pronto Atendimento”. E que a Unidade não está sequer registrada no Conselho, de acordo com o que determina a lei, com base em um decreto de 1932. E ainda que não há diretor técnico, que também é obrigatório para o funcionamento.
“Não é algo novo estas exigências e todas as falhas serão avaliadas no relatório, a Prefeitura será notificada, responderá os questionamentos e o conselho decide se vai tomar alguma medida ou se irá interditar a instituição. Mas não será fechada de imediato”, enfatiza Diogo.
A situação precária da PAM, conforme ele, preocupa o CRM porque expõem o profissional médico e a população. “Não tem estrutura para ser um Pronto Atendimento, com o básico de medicações e estrutura física. E isto é prejudicial à população”, disse Diogo Sampaio.
“O que a gente vê é um Posto de Saúde. E a lei determina que a gente garanta para a população um atendimento de qualidade”, enfatiza.
A situação, de acordo com ele, é preocupante e será analisada como calma, para o Conselho tomar todas as medidas. Esclarece que existe um trâmite legal para o município responder as notificações.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina, o PAM de Alta Floresta, não tem estrutura, nem medicamentos básicos e não tem sequer registro, conforme uma lei de 1932

Diogo adianta que são 42 conselheiros que irão decidir o que deve ser feito. Porém diz que deve ser tomado medidas rápidas para a população não continuar sendo exposta a uma estrutura que não tem condições mínimas de atendimento, sobretudo de urgência e emergência.
Entretanto, deixa claro que há a preocupação por parte do Conselho, em garantir o atendimento à população. Diante disto, as condições de funcionamento do hospital regional também foram verificadas pelo CRM.
O que diz o município Dois dias depois da fiscalização do Conselho Regional de Medicina, o próprio senhor prefeito de Alta Floresta, confirmou a transação para alugar o Hospital Geral. A fiscalização do Conselho Regional de Medicina realizou a fiscalização na segunda-feira, 22. Na quarta-feira começou a ser comentado que a prefeitura iria alugar o hospital Geral para transferir o atendimento para o local.
A informação foi confirmada pelo próprio prefeito nesta quinta-feira em entrevista à imprensa. O hospital Geral está prestes a ser locado por tempo indeterminado ao município. “Apareceu a oportunidade de arrendar o hospital Geral e avançamos na negociação”, disse o senhor prefeito. Segundo ele, a estrutura será de hospital e o município pode avançar para uma UPA- Unidade de Pronto Atendimento.
Membros do Conselho de Saúde da Alta Floresta, acompanhados do prefeito e da Secretária de Saúde, Lucia Tizo, foram fazer uma visita no hospital Geral. O presidente do Conselho, disse que aprova a mudança do PAM para o hospital Geral.
O gestor negou o fechamento da PAM [apesar do que foi dito pelo presidente do Conselho Regional de Medicina, que condenou a estrutura do local].
O prefeito afirmou que não houve apontamento e atribuiu os comentários a respeito do fechamento do PAM, à questões políticas de ano de eleição.
A secretária Municipal de Saúde, Lucia Tizo, disse que o hospital tem toda a estrutura para receber a estrutura do PAM e melhora o atendimento à poipulação.

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