Jornal Mato Grosso do Norte
José Vieira do Nascimento
Editor de Mato Grosso do Norte
O diretor da Faculdade de Alta Floresta, professor Dr. José Antônio, considera inoportuno e fora de contexto o movimento de alunos do curso de Direito, que protestam contra o processo de adesão da Faculdade ao sistema de 20% de aulas online em seus cursos.
Tobias esclarece que a direção da Faculdade de Alta Floresta, está estudando e definindo esta adequação, que será implantada somente no 2º semestre. Segundo o diretor, a Faculdade não está estabelecendo uma prática nova, mas seguindo a Portaria do MEC- Ministério de Educação- que regulamenta e confere às faculdades, ofertarem 20% da carga horária das disciplinas de seus cursos, em aulas não presenciais.
O objetivo, segundo ele, é trabalhar a responsabilidade do aluno, de estudar em casa por conta própria, sem o mando do professor. A proposta também tem a finalidade de incentivar os alunos a utilizar as novas tecnologias.
“Não existem motivos para esta baderna! Não estamos fazendo nada escondido e a faculdade tem o direito e autonomia de aplicar a lei, seguindo o que orienta a portaria do MEC. Não temos como explicar para os alunos como vai funcionar porque ainda estamos formulando. No momento certo, vamos chamar os representantes de cada curso para explicar. Até agora, nem os professores foram ainda chamados”, argumento o professor.
Quanto a interferência da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil - em apoio ao movimento dos alunos, Tobias deixa claro que, a lei nº 8.906/1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil, não contém dispositivo que permita qualquer interpretação sobre eventual competência da entidade para tomar parte de processos relativos ao funcionamento da vida acadêmica, a não ser a atribuição dada ao seu Conselho Federal. Frisando que esta competência, entretanto, na sua condição de opinativa, é complementar à competência ‘irrenunciável’ do Conselho Nacional de Educação, como define o artigo 11 da lei nº 9.784/ 1999. Tobias explica que não haverá perda na qualidade do ensino e a medida não tem a ver com economia de gasto. Os alunos continuarão com aulas presenciais em 80% do período. Em algumas disciplinas, inclusive, não pode ser aplicado os 20%, continuando integralmente presencial.
“A faculdade está investindo em provedores e nas plataformas que serão disponibilizadas para os alunos e eles poderão se comunicar com o professor, através de e-mails”, explica.
Segundo Tobias, faculdades do Brasil inteiro estão implantando esta mudança. Ele cita a Uniflor de Guarantã do Norte, que já segue este sistema de 20% sem qualquer contestação por parte dos alunos, e a própria Unemat, no Campus de Alta Floresta, no curso de Biologia. “É uma tendência no ensino a nível mundial e o Brasil está atrasado neste sentido”, sintetiza.
EAD - O diretor da Faculdade de Alta Floresta observa que o Ensino a Distância é um mecanismo que está acontecendo mundialmente, até mesmo para dar oportunidades para pessoas que não puderam estudar em uma determinada fase da vida, ou que trabalham e não tem tempo de frequentar uma faculdade.
Ele cita o decreto 9.057, publicado em 25 de maio deste ano, que considera a educação à distância, modalidade na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem, ocorra com a utilização de meios de tecnologias de informação e comunicação. Isto tanto na Educação básica como na superior.
“A Faculdade de Alta Floresta vai aderir ao ensino à distância, acompanhando a tendência deste processo. Em setembro vamos encaminhar para o MEC protocolo para autorização dos cursos à distância”, assegura o diretor.