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Atualidades Sexta-feira, 22 de Março de 2019, 00:00 - A | A

22 de Março de 2019, 00h:00 - A | A

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Professores de Peixoto de Azevedo não descartam entrar em greve



José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

 Professores da rede estadual e municipal de Peixoto de Azevedo irão fazer uma paralisação nesta sexta-feira, atendendo ao um chamamento nacional para protestar contra a Reforma da Previdência.

As informações são do Professor Marcos Monteiro de Farias, presidente da subsede do Sintep de Peixoto de Azevedo. Ele disse que a pauta municipal da categoria é melhorias na infraestrutura das escolas do município, que estão sucateadas e não tem um cronograma por parte da administração, de melhorias nas unidades escolares do município. “Esta é nossa cobrança, que a prefeitura programe as ações de melhorias na estrutura física das escolas. Foi investido R$ 1,5 milhão em apostilhas, este apostilhado precisa de laboratório de informática, mas as escola não tem computador que funciona e não dá para trabalhar com os alunos”, enfatiza.

Conforme Marcos, tem escola em Peixoto de Azevedo que não recebe uma demão de tinta há muitos anos. E na zona rural tem problemas sérios com o transporte escolar. Em algumas escolas, durante o ano de 2018, os alunos frequentaram pouco a sala de aula porque as estradas são precárias, os ônibus quebram muito e a prefeitura não tem condições de dar manutenção. “As estradas são péssimas e os ônibus quebram com frequência”, observa.
Outro problema nas escolas do município é a falta de climatização. “Aqui na nossa região, condicionadores de ar não é luxo, é necessidade, porque o calor é muito grande. Mas a parte elétrica das escolas não suporta o funcionamento dos aparelhos, porque as instalações são inadequadas”, disse  o professor.
Conforme ele, as escolas que receberam pinturas internas, o serviço foi feito pelos próprios professores, que tiraram dinheiro do próprio bolso para comprar a tinta e fizeram a pintura das salas de aulas.
Segundo ele, na parte salarial, a nível nacional teve uma recomposição de 4.17%, mas em nível de município, o poder executivo, até agora, não encaminhou o projeto para a Câmara apreciar e votar,  autorizando a incorporação no salário dos profissionais da Educação.
“A categoria tem se mobilizado e tem grandes possibilidades de ter greve em nível de Município por conta destas situações”, assegura.

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