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Opinião Quarta-feira, 08 de Maio de 2024, 07:57 - A | A

08 de Maio de 2024, 07h:57 - A | A

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Produção de energia em MT

O impacto das CGH na produção de energia limpa em Mato Grosso é notável em diversos aspectos



Por Ricardo Padilla de Borbon Neves  

Um dos estados mais ricos em recursos naturais do Brasil, Mato Grosso tem testemunhado um crescimento significativo na produção de energia limpa nas últimas décadas. As Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) desempenha um papel de protagonismo nesse cenário, com o aproveitamento do potencial hidrelétrico do estado sem comprometer o meio ambiente.  

Com menor porte e potência em relação às Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), as CGHs tem menor interferência nos cursos d'água, portanto causam menos danos ao meio ambiente e à vida selvagem. Ao contrário das grandes hidrelétricas, que frequentemente causam impactos ambientais significativos, como o desmatamento e a fragmentação de habitats, as CGH são projetadas para minimizar esses efeitos.

  No Estado temos 60 CGHs em 31 municípios, que juntas tem 74.114,70 kw de potência instalada. No Brasil, são 703 unidades com o potencial de gerar de 0 até 5MW de energia, conforme as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).   O impacto das CGH na produção de energia limpa em Mato Grosso é notável em diversos aspectos.

Em primeiro lugar, essas centrais proporcionam uma fonte de energia renovável e inesgotável. Ao contrário das fontes de energia não renováveis, como o carvão e o petróleo, as CGH utilizam o fluxo natural da água para gerar eletricidade, o que as torna uma opção sustentável a longo prazo.

Questões como o licenciamento ambiental, o manejo adequado dos recursos hídricos e o impacto nas comunidades indígenas e tradicionais precisam ser abordadas

  Além disso, as CGH têm um impacto positivo na economia local. A construção e operação dessas centrais geram empregos e impulsionam o desenvolvimento das comunidades próximas, criando oportunidades para os moradores locais. Isso não apenas fortalece a economia regional, mas também promove a inclusão social e o bem-estar das populações locais.  

No entanto, é crucial reconhecer que as CGH não estão isentas de desafios e críticas. Questões como o licenciamento ambiental, o manejo adequado dos recursos hídricos e o impacto nas comunidades indígenas e tradicionais precisam ser abordadas de forma transparente e responsável. É essencial garantir que o desenvolvimento das CGH ocorra de maneira sustentável, respeitando os princípios da justiça social e ambiental.  

As Centrais Geradoras Hidrelétricas são alternativas sustentáveis e econômica para a geração de eletricidade. No entanto, é necessário um compromisso contínuo com a sustentabilidade e a responsabilidade social para garantir que esse desenvolvimento ocorra de maneira equilibrada e inclusiva, beneficiando tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais.  

Ricardo Padilla de Borbon Neves é empresário  

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