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Opinião Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2022, 07:59 - A | A

16 de Dezembro de 2022, 07h:59 - A | A

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Rodoviária de Alta Floresta: inadmissível inação

O abandono não é somente na parte física do terminal que, está se descompondo, caindo aos pedaços. Mas se estende a segurança e desorganização



José Vieira do Nascimento

Remonta meses, não me lembro exatamente, escrevi um artigo sugerindo a privatização da Rodoviária de Alta Floresta. Percebi pela repercussão, que o tema desperta interesse da sociedade.
E neste meio tempo, a inação da gestão pública com o terminal rodoviário, que há década é tratado com negligência, se transformou em caos. Inadmissível que um a cidade de referência regional, relegue ao mais completo abandono, um local que presta um serviço essencial à comunidade.
O abandono não é somente na parte física do terminal que, diga-se de passagem, está se descompondo, caindo aos pedaços. Uma vergonha! Mas se estende a segurança e desorganização. É como se a Rodoviária tivesse se transformado em uma área de meretrício. Essa é a impressão da população.
A organização do funcionamento da rodoviária só contemplou a parte dos emolumentos, a cobrança de serviços. Mas no que compreende investimentos na estrutura física, basta olhar o que mudou no prédio na última década.
A ausência de segurança deixa exposta até mesmo as pessoas que trabalham na rodoviária, pela frequência de elementos falazes, que vão lá para beber, fazer arruaças e encontrar clientes para programas de sexo. Até mesmo cenas de violência e homicídios tem se registrado na rodoviária. Fatos que profligam a imagem da cidade, inadmissíveis continuarem acontecendo. Requer uma atitude por parte de quem tem a responsabilidade de adotar as devidas providências.

Partindo de um pressuposto analítico, mesmo quem é desprovido de um raciocínio lógico, conclui que não se deve atribuir a este desleixo, o termo incompetência. É falta de interesse mesmo!


Lógico que não podemos desconsiderar que quando a gestão é obtusa, não há observância em prioridade e pontos multidimensionais. A rodoviária poderia ser um importante centro comercial da cidade, oferendo serviços muito além de embarque e desembarque de passageiros.
Construir um prédio condizente com o tamanho de nossa cidade e entregar para a administração da iniciativa privada deveria ser levado para análise da gestão. Com certeza, seria um investimento que se pagaria em menos de 10 anos. Mas isso depende de atitude e vontade política.

No entanto, cabe ressaltar, que os representantes políticos do município deveriam ter um olhar além da ponte do rio Teles Pires, porque muitos pontos macro, sine qua non para sedimentar o crescimento do município, são vistos com menoscabo.
Neste contexto, o aeroporto de Alta Floresta... Por exemplo. Tuto bem que está privatizado. Mas até quando as pessoas, continuarão tendo que ir embarcar em Sinop, devido ao preço alto da passagem de avião em Alta Floresta?
O poder público não tem nada a ver com o preço das passagens. Lógico!
Porém, a cidade tem um dos melhores aeroporto do Centro Oeste. E isto também é reprise. Mas estamos sabendo tirar proveito desta condição?
Tem idiotas do meio político que enchem o peito para falar que temos o maior aeroporto da região. Puxa, isto é mesmo bacana! Mas temos que saber usar essa potencialidade em benefício do crescimento econômico.
Não cabe entrar neste mérito. Mas o fato é que enorme quantidade de pessoas, diariamente, vai embarcar no aeroporto de Sinop. Cidade que é atendida pelas três maiores companhias áreas brasileiras. Com concorrências, há preços mais em conta para o passageiro que, em detrimento de Alta Floresta, optam por ir para lá, mesmo tendo que percorrer 300 quilômetros de carro.
O fato de o aeroporto ser privatizado não significa que a representação política local e as entidades ligadas ao comércio, não devam estabelecer diálogo com a concessionária, para discutir o que poderia ser feito, para outras empresas, além da Azul, fazer a rota aérea para a cidade.
Somando a população apenas dos 6 municípios mais ligados à Alta Floresta, temos cerca de, minimamente, 135 mil habitantes. Com este número, há um fluxo de passageiros suficiente e compensatório do ponto de vista econômico do transporte aéreo, para termos mais de uma empresa fazendo a rota para a cidade.
Pessoas de outras cidades, como Colíder, Peixoto de Azevedo, Matupá e Guarantã do Norte, com a melhora na logística, também seriam atraídas a usar o aeroporto de Alta Floresta, que estaria mais perto que Sinop.
Obs. Enquanto não se melhora a organização e segurança, prudente seria proibir a venda de bebidas alcoólicas na rodoviária de Alta Floresta.

José Vieira do Nascimento- Jornalista, pós graduado em Comunicação, editor do jornal Mato Grosso do Norte
Email: [email protected]

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