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Política Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015, 00:00 - A | A

23 de Fevereiro de 2015, 00h:00 - A | A

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Reportagem MT Norte

 

 

O prefeito interino de Alta Floresta, Ângelo Campos, durante entrevista coletiva concedida em seu gabinete na manhã de sexta-feira, 20, prestou esclarecimento sobre as decisões que tomou desde que foi conduzido ao comando do município, por efeito da decisão judicial que afastou o prefeito Asiel Bezerra.  Ele disse que a situação do município é difícil, mas ele conseguiu provar que, com corte de gastos e aplicação correta dos recursos, é possível prestar um serviço de qualidade à população.

Ele disse que está fazendo uma revisão em todos os contratos de prestação de serviços para a prefeitura, já extinguiu 137 cargos existentes na estrutura da administração, além de está elaborando uma reforma administrativa, que prevê a fusão de secretarias para diminuir custos para o município.

Apesar de ter sido obrigado a focar mais na questão da saúde, o prefeito interino também foi obrigado a buscar soluções para outros problemas que, segundo ele, estão impedindo o bom andamento da máquina pública e a prestação de serviço de qualidade para a população em função da má aplicação de recursos públicos.

“Eu entrei a menos de 15 dias na prefeitura e tem muitos problemas que não deram tempo de analisar. Estou focando na saúde e nas questões mais urgentes, que trazem prejuízos para o município”, observou.

Sobre as obras de construção da Unidade de Pronto Atendimento- UPA- Ângelo disse que a obra está parada porque  falta recurso federal e a contrapartida da prefeitura. Ele assegurou que irá pagar a contrapartida para ‘provocar’ o governo federal a pagar a sua parte. No entanto, ele disse que já conversou com a empresa que é responsável pela obra e negociou um parcelamento. “A prefeitura pagando a contrapartida, acredito que o governo federal também irá pagar a sua parte. O empresário responsável pela obra, o Tonhão, aceitou receber parcelado da prefeitura. Vamos retomar a obra da UPA”, assegurou Ângelo.

Ainda sobre a saúde, o prefeito disse que a situação é complicada. “A situação da secretaria de Saúde não é das melhores, Tem faltado até curativo. As unidades de saúde estão abandonadas e esquecidas. Um caos”, afirmou.

Sobre a situação do aeroporto, que corre risco de sofrer nova interdição, Ângelo disse que quando assumiu a prefeitura, todos os prazos dados pela ANAC ao município estavam prescritos. “Quanto a parte de documentação, temos um funcionário, o Gilberto, que está resolvendo. Um documento que tem custo de R$ 20 mil não havia sido pago. Estamos resolvendo a situação e tomando todas as providências. Pedi um prazo maior para a ANAC. Acredito que não haverá restrição. Estamos fazendo licitação para as empresas que vão fazer os reparos na pista”, assegurou.

Na secretaria de Obras, ele disse que foram pagas mais de 2.400 horas de máquinas, além de contratos de locação que deixam margem para dúvida. “Já demiti 41 pessoas e vou mandar mais 30 embora. Além disso, extinguiu 137 cargos. Alguns destes cargos eram preenchidos, outros não. Acabei com eles para não haver riscos de se transformarem em cabides de emprego. Estou provando que se houver enxugamento e aplicação séria dos recursos, é possível administrar”, acentua Ângelo.

 

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