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Política Sexta-feira, 04 de Maio de 2018, 00:00 - A | A

04 de Maio de 2018, 00h:00 - A | A

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HOSPITAL REGIONAL | Governador Taques prorroga 90 dias fechamento de Pronto Atendimento



José Vieira do Nascimento
Editor MT do Norte

Diante da ameaça dos vereadores de fazer uma manifestação na porta do hospital no dia 7, com chamamento à população, o governador Pedro Taques resolveu ceder e o prazo da paralisação do serviço de Pronto Atendimento foi postergado por mais 90 dias. 
Neste prazo, o município terá que organizar as Unidades de Saúde para a população ter o atendimento em casos caracterizados como Pronto Atendimento. Todavia, o secretário de Saúde de Alta Floresta, Dr. Thiago Incerti, afirmou que irá continuar brigando até o fim para o hospital regional não deixar de fazer este serviço.
“Encerrar este serviço é um desrespeito à constituição e está se negando o direito que a sociedade tem à saúde. Por outro lado, o município não tem condições de bancar este atendimento, que gera um custo anual de R$ 480 mil, ou seja, R$ 40 mil por mês. O governo estadual, cada vez mais está fugindo de sua responsabilidade e jogando para as costas do município”, disse.
 Segundo ele, quando o hospital foi estadualizado, o município de Alta Floresta teve seus repasses reduzidos  e deixou de receber R$ 170 mil por mês de recursos da saúde, que passaram a ser destinado para o hospital. Por outro lado, observa que o hospital é regional e não atende pacientes só de Alta Floresta.

“A direção do hospital nunca apresentou um relatório que comprove que 80% dos atendimentos são casos de pronto atendimento de Alta Floresta. O governo não está fazendo a parte dele quer se eximir do atendimento. Hoje, por exemplo, o hospital não faz mamografias”, disse.
Incerti enfatiza também que não justifica o governo simplesmente fazer valer um decreto, transferindo a responsabilidade de Pronto Atendimento para o município, através das unidades básicas de saúde.
Conforme ele, os outros municípios que já aderiram a este sistema, usados como justificativa pelo governo e por deputados, é porque são cidades onde não existem hospitais.
Nos próximos três meses, além de tentar estrutura as unidades de saúde, o município terá que receber do governo, R$ 1 milhão e 800 mil que o Estado deve de repasses atrasados da saúde. 
“Nestes 90 dias é o prazo que o município tem para criar condições nas unidades básicas. Mas a verdade é que não há estrutura para este serviço. O municíupio não terá condições de atender. O que o governo está fazendo é um desrespeito ao povo e vamos continuar lutando para o hospital não fechar”, protestou o secretário.
Protesto- Durante a sessão desta quarta-feira, 2, vereadores de Alta Floresta teceram pesadas críticas a decisão do governo estadual de fechar o Pronto Atendimento, transferindo a responsabilidade para o município, principalmente quando o Estado deve cerca de R$ 2 milhões para Alta Floresta de repasses atrasados.
“O município tem que tomar providências de cobrar judicialmente o que o Estado deve. O jurídico informou que uma ação é demorado, mas se tivessem feito isto há um ano, já haveria um resultado. Mas que o município terá que se impor diante desta decisão do governo”, disse a líder da prefeita na Câmara Vereadora Cida Sicuto  (PSDB).
Para o presidente da Câmara, Emerson Machado (MDB), não se pode em hipóteses alguma aceitar que o Estado deixe de atender a população. “Temos que protestar na frente do hospital, mas não podemos aceitar que o governo faça isto. É uma falta de respeito com a população”, disse.
O vereador Luiz Carlos diz que o município tem que entrar na justiça para cobrar a dívida do governo com a saúde. “O governador está dando um calote no município e não podemos aceitar”, enfatiza.

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