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Política Terça-feira, 31 de Julho de 2018, 00:00 - A | A

31 de Julho de 2018, 00h:00 - A | A

Política /

Zeca Viana:



Assessoria

 

O presidente do PDT em Mato Grosso, deputado Zeca Viana, criticou a declaração dada pelo secretário chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho, que classificou o pré-candidato do grupo ao Governo do Estado, Mauro Mendes, como “desonesto”.

O ataque de Ciro ocorreu após Mauro Mendes afirmar que o déficit do Estado na gestão Pedro Taques (PSDB) subiu de R$ 912 milhões, em 2015, para R$ 3,6 bilhões no balancete de janeiro a junho deste ano.

Para demonstrar o déficit, Mendes apresentou uma planilha oficial da própria Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que comprova o rombo nas contas públicas. “Não sabemos quem mente mais, se o governador Pedro Taques ou os dados da Sefaz”, lembra o deputado Zeca Viana.

Já Ciro, sem mostrar qualquer dado, disse em um programa de televisão que o déficit não passa de R$ 500 milhões e que o pré-candidato mente e não conhece nada do Estado.

“Contra fatos não há argumentos. Contra dados não há argumentos. Seguindo o exemplo do governador, o secretário agora também passa a fazer ataques, xingar os adversários, baixar o nível da discussão. Deveria se preocupar em apresentar à população dados que comprovem que o Estado não está quebrado. Como sabe que o rombo é verdadeiro, tenta desviar o foco com conversa fiada”, criticou.

Zeca Viana mencionou que, no dia 6 de fevereiro deste ano, o próprio governador e o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, afirmaram que o rombo no Estado já superava os R$ 3 bilhões.

As declarações foram dadas em audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, quando o governador Pedro Taques apresentou a proposta para a criação do Fundo de Estabilização Fiscal. Na ocasião, tanto Taques quanto Gallo confirmaram para todos os deputados e representantes do Ministério Público e Tribunal de Contas, a existência do déficit bilionário.

O governador disse recentemente que não acredita em mágica. Mas que mágica ele fez para dizer que diminuiu o rombo do Estado em R$ 2,5 bilhões em pouco mais de quatro meses? Porque não fez a mesma mágica para pagar os R$ 700 milhões que deve aos Poderes, os R$ 12 milhões que deve à Defensoria, os R$ 18 milhões que não passou para o Novo Pronto-Socorro de Cuiabá, e as outras centenas de milhões que deve para a Saúde e para os fornecedores do Estado?”, questionou o deputado.

 

 

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