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Variedades Domingo, 16 de Agosto de 2015, 00:00 - A | A

16 de Agosto de 2015, 00h:00 - A | A

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Rota alterada

Jornal Mato Grosso do Norte



por Anna Bittencourt

TV Press

      Após quase 30 anos de carreira na tevê, Marcelo Serrado viu sua trajetória tomar um rumo inesperado. Personagens mais cômicos, como o caricato Crô de "Fina Estampa" e Tonico de "Gabriela", fizeram com que o ator descobrisse e explorasse um lado mais voltado ao humor. Sua presença no "Tomara que Caia", exibido aos domingos pela Globo, segundo ele, foi um processo natural. "Fui levado para o humor aos poucos e acabei abraçando essa ideia", conta. A cada programa, uma história é contada por Marcelo e seus companheiros de cena – Eri Johnson, Nando Cunha, Ricardo Tozzi, Heloísa Périssé, Priscila Fantin e Fabiana Karla –, que precisam improvisar com "trolladas" sugeridas durante a performance. "Fiz muito 'stand up comedy' no teatro e isso me ajudou de alguma forma", avalia. Segundo o ator, o formato inovador do programa vai ser digerido aos poucos pela audiência. "O público está muito exigente. Isso, para quem está na tevê, é bom e ruim ao mesmo tempo", pondera.  

      Carioca, Marcelo é formado pela CAL – Casa de Artes de Laranjeiras, importante escola de teatro do Rio de Janeiro – desde 1985. Dois anos depois, estreou na Manchete em "Corpo Santo". Com passagens também pelo SBT e pela Record, o ator garante que está sempre atrás de bons papéis. "Fiz trabalhos fascinantes na Record que acabaram redefinindo meus personagens quando voltei para a Globo", admite. Comprometido com o "Tomara que Caia" até outubro, o ator já tem planos definidos após o fim do humorístico. "Vou protagonizar 'Zózimo', uma série da Globo que começo a gravar em março de 2016", antecipa.

P – Nos últimos anos, você tem investido no humor. Ir para esse lado foi um planejamento de carreira?

R – Por incrível que pareça, não. Na Record, ainda que fizesse vilões ou mocinhos, meus personagens tinham uma veia cômica, um lado engraçado. Voltei para a Globo para fazer o Crô, de "Fina Estampa". E depois não parei mais. Fiz muitas peças de humor e acabei chegando aqui no "Tomara que Caia". Nunca pensei em apostar nesse lado ou de procurar personagens mais engraçados. Aconteceu. Fui levado para isso e acabei gostando. Mas, mesmo assim, não me considero um humorista.    

P – Como surgiu o convite para "Tomara que Caia"?

R Fui convidado para fazer o piloto do programa, em novembro do ano passado. Aí fomos eu, Eri Johnson, Fabiana Karla e Priscila Fantin. Outras pessoas viriam para o projeto, com o Marcos Veras, que acabou indo para "Babilônia". Eu encontrei com a Heloísa Périssé e chamei ela. Assim, fomos chegando a esse elenco. É um projeto muito desafiador para o ator. É um formato original, que pega pelo desafio.

P – O que você acha mais desafiador no programa?

R – É um programa de dramaturgia e totalmente ao vivo. Se não me falha a memória, é o único. Contamos uma história diferente por semana, a gente não se repete. E isso é muito difícil e muito novo. São 40 minutos de texto com interferências de "trolladas" que podem vir a qualquer momento. Tem uma tensão em cima disso. A história precisa ter começo, meio e fim. E, ainda assim, precisamos improvisar. Mesmo quando meu time não está em cena, temos câmeras em cima da gente. Precisamos estar o tempo todo ligados.

P – Além do "Tomara que Caia", você ainda tem um quadro no "Vídeo Show" e faz teatro. Como concilia tantas funções?

R – O trabalho move a minha vida. Estou feliz se tenho trabalho, é mais ou menos por aí. Além do "Me Engana que eu Gosto", vou ter outro quadro no "Vídeo Show" onde interpreto um velhinho. Estou em cartaz com o musical "Memórias de um Gigolô", em São Paulo. Daqui a pouco, a peça vai para o Rio de Janeiro, aí facilita a minha vida (risos). É claro que não dá para fazer tudo. Eu ia participar de "A Regra do Jogo", a próxima novela das nove. Mas, por causa do "Tomara que Caia", não deu.

P – E existe algum outro projeto em vista?

R – Vou protagonizar "Zózimo", uma série para a Globo. Mas só começo a gravar em março de 2016. O projeto tem 12 capítulos, é uma história incrível que marca uma inovação da emissora. Conta a história de Zózimo Barbosa, um detetive particular de ética maleável que vive diversas desventuras em meio às suas investigações, a maioria delas sobre infidelidade. É baseado no conto "O Corno que Sabia Demais", de Wander Antunes, e tem direção de Maurício Farias. Estou muito empolgado e feliz com o convite.

 

"Tomara que Caia" – Globo – Domingo, às 23:20 h.

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