O ator Sérgio Marone, de 45 anos, voltou a movimentar as redes sociais ao revisitar um tema que sempre desperta curiosidade e debate: sua declaração pública como ecossexual. A fala, que inicialmente gerou críticas, questionamentos e até ataques, voltou à tona após o artista explicar novamente como compreende prazer, afeto e conexão — dimensões que, segundo ele, passam diretamente pela relação com o meio ambiente.
“Não é rótulo, é consciência”, diz Marone
Em entrevista à colunista Lu Lacerda, Sérgio reforçou que sua posição não tem relação com identidades fixas, e sim com uma percepção ampliada de existência.
“Não é rótulo, é consciência. É entender que somos natureza”, afirmou. Para ele, o prazer pode estar em um banho de mar, em uma brisa no rosto ou na simplicidade da vida. O ator destacou ainda que responsabilidade ambiental é um gesto de amor-próprio e que o debate não é sobre “salvar o planeta”, mas proteger o futuro humano nele.
Relações que respeitam liberdade
Marone também comentou como essa visão influencia seus vínculos afetivos. Segundo o ator, a maturidade o ensinou a buscar relações que caminhem ao lado de sua liberdade, não contra ela. “Se preciso me diminuir para caber, não é para mim”, declarou, defendendo relações feitas de verdade, silêncio leve e riso fácil.
A classificação surgiu em 2008 com as artistas Elizabeth Stephens e Annie Sprinkle, que realizaram um simbólico “casamento com a Terra” e lançaram o Manifesto Ecossexual, propondo outra forma de relação com o planeta.
Especialistas como o terapeuta João Borzino e a psicanalista Michele Umezu explicam que o conceito descreve pessoas que desenvolvem uma conexão emocional intensa com a natureza, integrando sexualidade, afeto e ambiente em uma visão sensorial e política.
Sérgio Marone responde a críticas após assumir orientação sexual








