Dicas de dois livros clássicos de autores estrangeiros. O Pequeno Príncipe e Orgulho e preconceito. Se você ainda não leu ‘O Pequeno Príncipe’ ou não indicou para seus filhos, saiba que esta obra infantil é clássica e universal, lida por diversas gerações desde seu lançamento no século passado.
Já o épico ‘Orgulho e preconceito’ tem como principal personagem, uma jovem que superou ascendeu socialmente, superando o preconceito estrutural em uma época de possibilidades limitadas para as mulheres.
Cem Anos de Solídão, de Gabriel Garcia Marques é um livro imperdivel, que todos deveriam ler. O autor recbebeu o Prêmio Nobel de Literatura 1982.
Ler é ótimo exercício para estimular o cérebro.
O Pequeno Príncipe (1943)
O Pequeno Príncipe é um clássico da literatura infantil, escrito por Antoine de Saint-Exupéry (França, 1900 – Mediterrâneo, 1944). Narra as aventuras de um inocente menino que vive em um pequeníssimo planeta, até o momento em que vai parar na Terra. Ali, ele encontra um piloto que tenta consertar o seu avião para poder sair do deserto, onde caiu.
O Pequeno Príncipe vai contar como abandonou a sua rosa, que lhe era preciosa, e como passou por outros planetas, conhecendo estranhas pessoas grandes. De uma forma sensível e poética, a narrativa conduz o leitor a muitas reflexões pertinentes sobre a felicidade, a beleza da vida e o que abandonamos ao crescer.
Orgulho e preconceito (1813)
Orgulho e preconceito se passa na Inglaterra do final do século XVIII, quando as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, é uma espécie de Cinderela esclarecida. Uma das cinco filhas de um espirituoso mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína; que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província.
No livro, Jane Austen (Reino Unido, 1775 – Reino Unido, 1847) constrói alguns dos mais perfeitos diálogos sobre a moral e os valores sociais da pseudoaristocracia inglesa; além de criticar a futilidade das mulheres na voz da heroína - recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
Cem Anos de Solidão (1967)
No clássico romance Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez (Colômbia, 1927 – México, 2014) narra a incrível e triste história dos Buendía - a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” - e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance.
É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo, com seus milagres, fantasias e dramas que representam famílias do mundo inteiro. Uma obra grandiosa e atemporal, sobre a qual é possível construir diversos paralelos com a nossa própria existência.
A Metamorfose (1915)
A Metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka (República Tcheca, 1883 – Áustria, 1924), um mestre da ficção universal, e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante, o homem comum Gregor Samsa, transformado em inseto monstruoso.
A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil, absurdo e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana. Tudo narrado no tom preciso, frio e lógico do autor, capaz de integrar naturalmente o pesadelo ao cotidiano.
A Casa dos Espíritos (1982)
A Casa dos Espíritos é tanto uma emblemática saga familiar quanto um relato acerca de um período turbulento na história de um país latino-americano indefinido, com uma narrativa instigante que costura passado, presente e futuro de maneira fluida e elegante. As paixões, lutas e segredos da família Trueba abrangem três gerações e um século de transformações violentas, que culminaram em uma crise que leva o patriarca e sua amada neta para lados opostos das barricadas.
Em um pano de fundo de revolução e contrarrevolução, a autora Isabel Allende (Peru, 1942) traz à vida uma família cujos laços privados de amor e ódio são mais complexos e duradouros do que as lealdades políticas que os colocam uns contra os outros.









