Assessoria
O vereador Luciano Silva (PL) apresentou, durante sessão da Câmara Municipal, o Requerimento nº 030/2026, solicitando informações detalhadas à Secretaria Municipal de Saúde sobre a demanda e a oferta de atendimentos na área de endocrinologia em Alta Floresta.
No documento encaminhado ao secretário municipal de Saúde, Marcelo de Alécio Costa, o parlamentar pede que, no prazo regimental de 15 dias, sejam informados dados como o número de pacientes que aguardam consulta com endocrinologista, quantos já foram encaminhados para atendimento na especialidade e quantas crianças atualmente necessitam desse acompanhamento médico.
O requerimento também questiona se o município disponibiliza sensores de monitoramento contínuo de glicose — equipamentos utilizados por pacientes com diabetes para acompanhamento da glicemia — e quais são os critérios adotados para a concessão desses dispositivos. Segundo o vereador, a iniciativa surgiu após uma conversa em seu gabinete com o advogado Vitor Randon e sua filha, Bianca Chianesi, diagnosticada com diabetes tipo 1.
A visita, que inicialmente ocorreu para um trabalho escolar, acabou chamando a atenção para os desafios enfrentados por famílias que convivem com a doença. De acordo com Luciano Silva, o encontro motivou a busca por informações mais detalhadas sobre o atendimento disponível no sistema público de saúde para pacientes com diabetes no município.
“O que começou com uma visita para um trabalho escolar acabou gerando um debate importante na Câmara. Nosso objetivo agora é entender a realidade do atendimento em endocrinologia e buscar caminhos para melhorar o acompanhamento dessas crianças e de todos que convivem com diabetes”, afirmou o vereador.
Durante a sessão, o tema também recebeu apoio dos demais parlamentares. Alguns vereadores manifestaram a possibilidade de destinar emendas impositivas para contribuir com ações voltadas ao tratamento e acompanhamento de pacientes com diabetes no município.
O pai de Bianca, o advogado Vitor Randon, destacou que o tratamento do diabetes tipo 1 possui particularidades e pode gerar custos elevados para as famílias. Segundo ele, embora algumas medicações já sejam ofertadas pelo município, nem sempre correspondem às prescrições médicas consideradas mais eficazes para determinados casos.
Outro ponto destacado foi a importância dos sensores de monitoramento contínuo de glicose, dispositivos que auxiliam no acompanhamento da doença em tempo real e contribuem para a segurança de pacientes, especialmente crianças.
“O diabetes tipo 1 exige um acompanhamento constante. Equipamentos como os sensores ajudam muito no controle da doença e trazem mais tranquilidade para os pais”, ressaltou.
O vereador Luciano Silva afirmou que continuará acompanhando o tema e buscando alternativas para fortalecer o atendimento e a qualidade de vida de pacientes com diabetes em Alta Floresta.











