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Política Quarta-feira, 31 de Julho de 2019, 00:00 - A | A

31 de Julho de 2019, 00h:00 - A | A

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Mais duas escolas retomam as aulas em Alta Floresta



Reportagem
Mato Grosso do Norte

Em Alta Floresta, a greve dos professores continua, mas aos poucos, as escolas começam a retornar as atividades. A Escola Marines Fátima de Sá Teixeira, que aderiu ao movimento grevista desde o início, voltou as atividades, com todos os seus professores na segunda-feira, 29.
Já a Escola 19 de Maio, está voltando as atividades nesta quarta-feira. De acordo com a diretora Ela Elaine Dione Sil, mais de 80% dos professores deverão retornar as atividades, mas ainda há professores que continuam no movimento grevista.
“Estava acontecendo um grande número de transferência de alunos da escola e nós íamos ficar com poucos alunos. Por causa deste motivo, foi decidido o retorno das atividades da escola. Ainda existe alguns professores que continuarão em greve, nós respeitamos a decisão deles, mas a escola a partir de hoje estará atendendo”, disse a diretora.
Segundo a presidente do Sintep em Alta Floresta, Ilmarli Teixeira, 5 escolas estão totalmente paralisadas, três parciais e duas retornaram as atividades. 
Sem previsão- Além do cumprimento da lei, que prevê a dobra gradual do poder de compra, a categoria cobra a convocação dos concursados; direitos a licenças (prêmio e qualificação); pagamento de 1/3 de férias para contratados; e reforma nas mais de 400 escolas do estado. 
O presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM) afirmou nesta terça-feira, que o Governo do Estado não tem condições de conceder o aumento de 7,69% nos salários dos professores previsto na lei da dobra do poder de compra da categoria.

“Para esse ano, não. Agora, para o próximo ano é possível. Para esse ano, esquece. Está descartado. Não tem condições. Para o próximo ano é possível ter alguma coisa”, afirmou Botelho. 

 A expectativa é de que, com a aprovação do projeto de lei que revisa os incentivos fiscais e muda o método de cobrança de ICMS, a receita do Estado aumente e com isso o Executivo apresente uma proposta aos educadores. Mas para o ano que vem.
Já o governador Mauro Mendes (DEM) praticamente descartou a possibilidade de atender ainda neste ano os pleitos dos profissionais da Educação – em greve há dois meses.
 “Foi aprovada a lei dos incentivos e estamos estudando o impacto que essa lei terá no ano de 2020. Melhorando a arrecadação, sempre disse ao Sintep, aos professores, servidores: não tem problema nenhum, poderemos cumprir a lei 510 [dobra de compra], a RGA. Mas, primeiro, temos que cumprir a LRF”, acrescentou o governador.
Ele afirmou também que não usará de falsas promessas apenas para fazer com que os profissionais retornem as salas de aula.

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