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Política Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025, 08:39 - A | A

29 de Agosto de 2025, 08h:39 - A | A

Política / Nova Bandeirantes

Mulheres fragilizadas, vítimas de violências, precisam de acolhimento, defende vereadora

Vereadora Sandra Cordeiro, presidente da Câmara de Nova Bandeirantes, além de defender a criação de uma Delegacia Regional da Mulher, diz que é necessário acolher as vítimas



Dionéia Martins
Mato Grosso do Norte

A presidente da Câmara Municipal de Nova Bandeirantes, vereadora Sandra Gonzaga Cordeiro (Republicanos), integra uma mobilização regional que busca fortalecer a rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. Junto a outras 18 vereadoras da região norte de Mato Grosso, ela defende a criação de uma Delegacia Regional da Mulher, com sede em Alta Floresta e atendimento estendido aos municípios vizinhos.
A iniciativa partiu da vereadora Elisa Gomes, de Alta Floresta, e reúne representantes dos seis municípios que formam o chamado G6: Carlinda, Paranaíta, Apiacás, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes e própria Alta Floresta.
“O que nós estamos propondo não é só criar uma delegacia, mas garantir um verdadeiro acolhimento para essas mulheres. Muitas vezes elas estão fragilizadas, sem apoio psicológico, sem ter onde deixar os filhos e sem perspectiva de independência financeira. Precisamos mudar isso”, afirma a vereadora Sandra

A vereadora explica que a falta de estrutura nos municípios pequenos faz com que muitas mulheres permaneçam em ciclos de violência por não terem para onde ir — nem emocional, nem fisicamente.
“É muito fácil dizer à mulher que precisa sair de casa. Mas quando ela sai, quem a acolhe? Quem cuida dos filhos? Quem oferece um caminho? Nós queremos criar um ambiente em que ela seja acolhida de verdade e possa reconstruir a vida”, diz.
Além da delegacia, a proposta inclui espaços de apoio com psicólogos, cursos de capacitação e suporte temporário para mulheres e filhos. O objetivo é que o polo em Alta Floresta atenda também os municípios do G6.

Nós queremos criar um ambiente em que ela seja acolhida de verdade e possa reconstruir a vida


Sandra e a vereadora Denikeli representam Nova Bandeirantes no movimento que tem ganhado adesão de novas cidades. Colíder e Sorriso já demonstraram interesse em participar da iniciativa. A vereadora também cita o apoio da promotora Cíntia, atuante no município, e reforça que a união de lideranças será essencial.

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“Estamos fazendo articulações com o Governo do Estado, com a Assembleia Legislativa e com a deputada Janaína Riva. Vamos à Cuiabá em breve, com uma comitiva de vereadoras, buscar apoio político e institucional. Essa causa não pode esperar”, pontua.
A Câmara de Nova Bandeirantes deve sediar uma audiência pública sobre o tema nos próximos meses. A ideia é reunir representantes dos municípios envolvidos, autoridades estaduais e a população para debater soluções práticas para o enfrentamento à violência contra a mulher.
“Precisamos ouvir a sociedade e fazer com que essa pauta avance. O Estado lidera os índices de feminicídio. Se nada mudar, mais vidas serão perdidas. O nosso papel é lutar para mudar essa realidade, e é isso que estamos fazendo", conclui.

 

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