Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026

Caderno B Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026, 10:13 - A | A

16 de Janeiro de 2026, 10h:13 - A | A

Caderno B / CINCO PERGUNTAS

Parte do poder

Com uma carreira crescente na tevê, Rodrigo García se diverte na pele do capanga Macedo de “Três Graças”



Geraldo Bessa TV Press           

      Mais acostumado a fazer participações especiais e projetos de curta duração na tevê, sempre que era escalado para alguma produção, Rodrigo García ficava em hotéis e, assim que o projeto terminava, voltava correndo para Recife, sua cidade natal.

Para atuar em “Três Graças”, porém, o ator teve de realmente se mudar, pelo menos por um tempo, para o Rio de Janeiro. Tudo para ficar próximo dos Estúdios Globo, localizado na Zona Oeste da capital carioca.

“É a primeira vez que fico direto no Rio, longe da minha família e dos meus amigos. Me sinto um pouco isolado e, por isso, estou totalmente focado no trabalho e convivendo muito com meus parceiros de cena”, conta.

Na atual trama das nove, García é Macedo, braço-direito do inescrupuloso Ferette, de Murilo Benício. “É uma relação de patrão e empregado muito nociva e carregada de humilhações. Os dois são bandidos e quero muito ver até onde vai essa admiração cega do Macedo pelo Ferette”, ressalta.            

enho aproveitado as boas oportunidades e estou feliz com a carreira que estou construindo

     Único artista da família, García demorou a convencer os pais de que a carreira de ator renderia algum futuro. Após cursos livres de teatro, ele decidiu estudar na Inglaterra, onde se formou pelo Liverpool Institute for Performing Arts.

Na volta ao Brasil, começou a se envolver com a efervescente cena alternativa do cinema pernambucano, atuando em produções como “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, e “Curral”, de Marcelo Brennand. Seu bom desempenho na tela grande acabou chamando a atenção dos diretores e autores da tevê e do streaming, onde estreou em “O Hipnotizador”, série da HBO.

Presença constante no vídeo, só nos últimos anos, García esteve em produções premiadas como “Os Outros” e “Cangaço Novo”. Agora, além do trabalho em “Três Graças”, também aguarda a estreia de “Guerreiros do Sol”, sucesso do Globoplay, na tevê aberta. “Sei das dificuldades da vida de ator e também tive medo lá no início. Tenho aproveitado as boas oportunidades e estou feliz com a carreira que estou construindo”, garante.

P – Nos últimos anos você esteve em “Guerreiros do Sol”, “Volta Por Cima” e agora em “Três Graças”. De onde vem essa urgência em fazer televisão?

R – Não é bem uma urgência, é uma questão de aproveitar bons convites e fazer personagens legais. Gravei primeiro “Guerreiros do Sol”, em 2023. Depois, veio a participação em “Volta por Cima” e logo depois comecei a preparação para viver o Macedo de “Três Graças”. São trabalhos bem diferentes e fico bem feliz de me chamarem para esses personagens.

P – O que o atraiu no Macedo?

R – Eu gosto do jogo de poder que ele está envolvido. Macedo é um bandido que viu no cargo de chefe de segurança de outro bandido a oportunidade de trabalho mais limpo. Porém, a relação com o Ferette (Murilo Benício) é de total subserviência e humilhação. É certo que Macedo é do tipo bronco, meio burro, mas é ele que sabe de todos os segredos do chefe e isso cria um clima de mistério sobre até onde vai a relação dos dois.

P – Interpretar um bicheiro em “Volta por Cima” já foi uma espécie de ensaio para viver o Macedo?

R – São papéis de um universo parecido. Mas o Baixinho da novela das sete era o bicheiro titular. Para “Três Graças”, em vez de pesquisar os chefes, fui pesquisar sobre as pessoas que ficam em torno do poder, zelando pela segurança dos poderosos e também fazendo pequenos serviços para manter o prestígio e a posição deste líder.

P – Apesar das cenas de ação e violência, o Macedo também tem um tom de humor. Como você avalia o desenvolvimento do personagem?

R – Eu fiquei muito encantado com o texto e a sensibilidade da direção. Embora seja uma novela realista, cotidiana, “Três Graças” tem espaço para o inesperado, o mágico e inexplicável. Isso acontece não só no meu núcleo, mas na história como um todo. As viradas são muito boas e, apesar dos dramas, as cenas tem espaço para o riso e o elenco tem se divertido muito.

P – Depois de estrear no Globoplay, “Guerreiros do Sol” chegará à tevê aberta em abril deste ano. Qual sua expectativa em torno da produção?

R – A novela já fez um barulho grande estando só no streaming, então acho que vai ter ainda mais repercussão quando chegar a um público maior. A qualidade do texto, os temas abordados e toda a estética fazem de “Guerreiros do Sol” uma produção única. Eu amei ter participado e interpretar essa história homoafetiva em meio ao cangaço. Fico feliz que mais gente vai poder assistir em breve.  

Três Graças” – Globo – de segunda a sábado, às 21h.

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