Reportagem
Mato Grosso do Norte
A aproximação do período de chuvas se transformou em uma preocupação para vereadores de Alta Floresta, que temem pelo estrangulamento das estradas que servem de acesso à zona rural. Segundo a vereadora Elisa Gomes (PDT), existem no município 816 pontes e bueiros que precisariam serem recuperados.
A parlamentar disse, em pronunciamento na tribuna da Câmara, que esteve conversando com o secretário de Obras, Elói Almeida, que lhe relatou que faltam recursos, mão de obras e maquinários para os serviços serem realizados.
Conforme a vereadora, na avaliação do secretário, seriam necessários de R$ 300 a 350 mil para que as máquinas da prefeitura fossem recuperadas.
Ela também voltou a cobrar teste seletivo para contratar funcionários para a secretaria de Infraestrutura. “Se não for possível fazer o teste seletivo, temos que conversar com o promotor e mostrar a situação de emergência”, disse.
A vereadora disse que diante da queda de repasse do Fethab, o governo estadual deveria assumir a responsabilidade pela manutenção da estradas estaduais, que estão a cargo da prefeitura. A prefeitura de Alta Floresta estaria recebendo apenas R$ 150 mil proveniente do Fethab.
O vereador Luiz Carlos (PMDB) também abordou a questão relacionada ao repasse do Fethab. Para ele, o governo estadual está fugindo de suas responsabilidades, delegando as ações que deveria executar, aos municípios. Todavia, cortando os recursos invés de ampliá-los.
“Do valor que Alta Floresta recebe do Fethab, ainda tem que passar R$ 14.900 para a AMM- Associação Mato Grossense dos Municípios. Temos que nos reunir com os representantes do governo e dar um basta nesta situação”, disse.
Conforme ele, Alta Floresta tem 500 quilômetros de estradas e recebe um miséria do governo no tocante ao Fethab. “Recebemos cerca de R$ 2 milhões por ano, uma miséria. E o município tem que cuidar das estradas municipais e atender também o que seria de responsabilidade do governo estadual”, assevera o parlamentar.
Para o presidente da Câmara, vereador Emerson Machado (PMDB), o Fethab se transformou em um presente de grego para o município. Todavia, conforme ele, é melhor a prefeitura receber este valor. Do contrário, além de não ter o recurso, terá que continuar atendendo as demandas do governo.