José Vieira do Nascimento
Editor de Mato Grosso do Norte
O vereador Elói Crestani (PMDB) líder do prefeito na Câmara Municipal de Alta Floresta, afirmou em entrevista à Mato Grosso do Norte, na manhã de quarta-feira, 28, que a prefeitura irá demitir, aproximadamente, 250 funcionários contratados.
A orientação, conforme ele, é do Ministério Público, que se reuniu com o prefeito, secretários e vereadores. O promotor, segundo Elói, disse que a prefeitura de Alta Floresta deve fazer teste seletivo para preencher as vagas.
O prefeito Asiel Bezerra, de acordo com o vereador, vai seguir as determinações da Promotoria de Justiça. E a partir do dia 1º de julho os cortes vão acontecer. “O prefeito disse que não tem alternativa e terá que seguir o que determinou o Ministério Público, porque tem que obedecer o limite constitucional da Folha de Funcionalismo”, disse o líder.
O parlamentar concorda que a prefeitura deve enxugar o quadro de funcionários. No entanto, Elói observa que o prefeito deve analisar, junto com o secretariado, a situação de cada secretaria antes de fazer as demissões.
“Em determinados setores, na minha opinião, os contratados devem ser mantidos para não haver prejuízos nos serviços prestados à população. Na secretaria de Obras, por exemplo, não deve haver cortes”, enfatiza.
Em 2017, a prefeitura de Alta Floresta está com menos funcionários contratados do que em 2016. O problema, conforme o peemedebista, é a queda na arrecadação do município, que causou um desajuste no orçamento. “Houve quedas nos repasses dos governos estadual e federal. Pegando como exemplo o Fethab, que o município recebia mais de R$ 300 mil, está recebendo R$ 117. É um momento delicado!”, observa.
Reforma Tributária- O líder do prefeito acentua que a administração deve procurar alternativas para enfrentar o momento de crise. Neste sentido, defende a realização de uma ampla reforma tributária com vista a melhorar a arrecadação de tributos, sem onerar o contribuinte.
Para isso, sugere a contratação de uma empresa especializada em tributação, para fazer um levantamento da real situação do município e apresentar um diagnóstico para o prefeito e para a Câmara Municipal.
“Temos que saber qual a realidade do município neste sentido e a partir disso a administração e vereadores devem discutir uma reforma que seja boa para o município e para a sociedade. Deve haver uma movimentação neste sentido. Não devemos só reclamar sem buscar novas alternativas para superar as dificuldades. Esta é a minha avaliação”, assevera o vereador.