José Vieira/ Mato Grosso do Norte
A vereadora Eliege Krul (União) líder do prefeito e que representa o distrito União do Norte na Câmara Municipal de Peixoto de Azevedo, em entrevista à Mato Grosso do Norte, na segunda-feira, 19, disse que a emancipação política administrativa do distrito é de suma importância e um sonho dos moradores.
Ela que é engenheira florestal e reeleita para o segundo mandato como a vereadora mais votada na história do município de Peixoto, com 881 votos, enfatiza que a emancipação é uma pauta de mais de 20 anos da população do distrito de União do Norte. A Comissão pró-emancipação foi formada em 2000. E, a partir de 2017, o movimento se recrudesceu com os moradores se reorganizando, levantado recursos através da cooperação da comunidade, para trabalhar pela emancipação.
Eliege observa que Peixoto de Azevedo é, atualmente, o 15º município de Mato Grosso em extensão territorial, com 2.800 quilômetros de estradas vicinais e 11 assentamentos. Inclusive o maior assentamento da América latina está inserido em Peixoto, dentro do distrito União do Norte.
“Estamos falando de uma logística que dificulta muito a administração pública atender as duas regiões. São dois municípios para serem administrados. A emancipação política administrativa irá favorecer Peixoto de Azevedo, que continua com uma arrecadação bacana e também o União do Norte. Os dois municípios, com a emancipação, funcionariam com mais qualidade de vida para suas populações”, discorre a parlamentar.
Segundo ela, a população do distrito União do Norte, somente na área urbana, é de, aproximadamente, entre 9 a 10 mil habitantes. Eleitores são mais de 5 mil. “Isto somente na cidade, por que o IBGE não passou nos travessões para incluir os moradores no último Censo. E com a emancipação, os travessões ficariam no território de União do Norte”, aponta Eliege.
Na sua avaliação, com a autonomia política administrativa, ficaria mais fácil de administrar as duas cidades. A resposta do poder público seria mais efetiva na manutenção de estradas e demais serviços.
“A emancipação é um sonho da população e temos um prefeito que está empenhado na luta pela emancipação. O Paulistinha está conversando com deputados e com o Governo Federal. O distrito conta com dois vereadores e toda a Câmara está favorável a emancipação, por que vai ser bom para a população de Peixoto e de União”, observa.
A arrecadação de tributos não será um problema. De acordo com ela, Peixoto é a capital do ouro e União do Norte, além de um comércio forte, também tem produção agrícola, pecuária e Agricultura Familiar.
O União do Norte se enquadra em todos estes requisitos necessários para emancipação
Ela sabe que os entraves para atingir este objetivo são inúmeros. Porém, a Comissão pró-emancipação, há anos conseguiu realizar a demarcação do território e a publicação de um decreto em 2001, estabelecendo qual seria o tamanho de Peixoto e de União do Norte.
Porém, em 2006 o Governo Federal mudou as regras da política de emancipação, e vetou os projetos de todo o país. “Na nova lei, novos municípios que fossem maiores do que o município mãe, não poderiam ser criados. Como a lei não existia na época do decreto, União do Norte ficaria maior do que Peixoto. E isto implica na emancipação”, explica ela.
Diante destes percalços, a vereadora enfatiza que a Câmara dos Deputado e o Senado, teriam que criar uma nova lei e suprimir o decreto vigente. Temos dados do que produzimos de soja, milho, pecuária de corte e leiteria e do comércio. Sabemos o tamanho da nossa arrecadação. Temos uma economia forte. O União do Norte se enquadra em todos estes requisitos necessários para emancipação. Inclusive na logística entre assentamentos para a sede do município. Do União do Norte ao assentamento Antônio Soares, são 127 quilômetros”, aponta a vereadora.









