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Política Quinta-feira, 20 de Agosto de 2015, 00:00 - A | A

20 de Agosto de 2015, 00h:00 - A | A

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Revoada para o PSDB começa com 10 prefeitos, secretários e deputados, admite governador



Por: RODIVALDO RIBEIRO

O PSDB está com uma lista de espera para filiações de prefeito, dado o tamanho da procura e não só –– segundo o governador Pedro Taques –– os já confirmados Adriana Vandoni, os deputados Dilmar Dal Bosco (DEM) e o pedetista Doutor Leonardo Albuquerque (este ainda coloca condicionais, mas admite que, abrindo a janela, senta nela, aceita a corte e está pronto ao namoro, além de garantir que segue Taques onde ele for), só pra citar os nomes mais conhecidos, mas pelo menos uma dezena de prefeitos. Ou seja, a tucanada está rolando no ninho à espera de novas aves.

 

Durante a minicoletiva que o governador costuma conceder de tempos em tempos, falou também de assuntos como impeachment da presidente Dilma Roussef (PT) –– ao qual, ele diz, há precedente jurídico e constitucional –– e os repasses parados do FEX, entre outros assuntos.

“Minha decisão de ir ao PSDB não foi tomada depois que dormi, sonhei e decidi. Conversei com as pessoas que me ajudaram a chegar aqui, grupos políticos e vários prefeitos, vereadores e deputados que querem nos acompanhar. Isso não aconteceu só comigo, aconteceu com o governador Dante de Oliveira quando saiu do PDT e foi pro PSDB, aconteceu com o senador Maggi quando saiu do PPS e foi pro PR. Não estou dizendo que vai acontecer agora, mas que isso é normal, caso aconteça”, disse.

Entretanto, revelou também que já recebeu a ligação de pelo menos 10 prefeitos afirmando que vão se juntar à revoada rumo aos azuis, amarelos e brancos. Perguntado se esse posicionamento poderia afastar o estado ainda mais de recursos devidos pela União, Taques disse não acreditar nisso nem por ter opinado “por liberdade de cátedra de direito” sobre o impeachment da presidente da República nem por sua aliança se aos arqui-inimigos do PT e da presidente Dilma Rousseff. Deixou claro que os comentários foram feitos por ele como professor de direito.

 

“O impeachment é uma ação política/jurídica, não é só jurídica. Portanto, não tem adequação como o direito penal e isso foi baseado no livro do vice-presidente da República, Michel Temer, Elementos de Direito Constitucional. (...) A questão do FEX não é política nem partidária, é uma questão de Constituição”.

 

O governador disse ainda que tem “certeza” de que alguém que chega ao cargo de governador ou de presidente da República não pode ter outros sentimentos que não sejam republicanos. “Não posso prejudicar, por exemplo, a prefeita Betsaba só por ser do PT, a Enercia, de Jauru, porque é do PT, o prefeito Beto Faria, de Barra, por ele ser do PSD. Não acredito que a presidente tenha esse sentimento”, disse.

 

Afirmou, ainda, que o PSDB tem uma contribuição para o Brasil e ao Estado. “O PSDB defende um Estado mínimo e a possibilidade de a iniciativa privada investir e participar do crescimento do Estado, a concessão de PPPs [Parcerias Público-Privadas]... isso, pra mim, são questões importantes. Além disso, eu apoiei e pedi votos para Aécio Neves nos dois turnos e vencemos a eleição aqui. Isso significa que o cidadão mato-grossense também acredita no que estamos defendendo”.

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