A decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, para que os servidores da educação em greve voltem ao trabalho em 72 horas, foi alvo de críticas do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintep). Por meio de nota, a entidade afirma que ainda não foi notificada oficialmente e a decisão não muda a situação da greve, que só irá acabar quando houver uma proposta do governo.
Na nota o Sintep afirma que tomou conhecimento da decisão pela imprensa e que “a decisão liminar causa insegurança jurídica na medida em que autoriza, por via oblíqua, o descumprimento de lei válida e eficaz”.
Em greve há 66 dias, os servidores da educação reivindicam o cumprimento da lei 510/2013, que garante a dobra do poder de compra da categoria. Desde o começo do movimento, os grevistas tiveram os dias de trabalho descontados dos salários. Na quinta-feira (01), a greve completa 67 dias e se iguala às maiores paralisações realizadas pela categoria, em 2013 e 2016.