Reportagem/ Mato Grosso do Norte
A CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito- que deveria ter a votação para aprovar sua instalação na Câmara Municipal de Guarantã do Norte, na sessão de segunda-feira, 2, foi retirada de pauta.
A CPI teria como objetivo investigar supostas irregularidades nas obras de reforma das escolas Estaduais Albert Einstein e Guarantã, executadas na administração anterior. E alvo de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes envolvidas para regularizar as supostas falhas apontadas nas obras.
Diante disto, os vereadores Silvio Dutra e David Marques decidiram subscrever o pedido apresentado pelo vereador Zilmar Assis, restabelecendo o número necessário para a continuidade do processo.
O Requerimento foi inicialmente subscrito pelos vereadores Zilmar Assis de Lima (UB), Veroni Maria Pansera (PP) e Maria Socorro (Republicanos).
No entanto, houve a retirada de uma assinatura (da vereadora Maria Socorro) e faltou número suficiente para a apresentação em Plenário.
O impasse, conforme informações obtidas por Mato Grosso do Norte, foi que o autor do Requerimento, vereador Zilmar Assis de Lima, se recusou a permanecer na autoria do mesmo.
Não houve consenso entre os vereadores e o documento foi retirado.
O vereador Sílvio Dutra disse à Mato Grosso do Norte, que o parlamentar que escreveu o texto do Requerimento, se recusou em ser seu autor.
Para ele, causou estranheza que o vereador se recusasse, veemente, ser o autor de “algo que ele mesmo escreveu”.
Conforme Sílvio, criar a CPI deveria ser para buscar uma solução para o problema, e não para perseguir adversários políticos.
“A pessoa que escreveu o texto não querer ser o autor de seu próprio requerimento, com medo de sofrer retaliação, é contraditório. E se for para fazer da CPI um circo, palanque político e instrumento de perseguição, sem se preocupar com a comunidade escolar e com a conclusão das obras das escolas, não tem por que a Câmara instalar uma CPI”, rechaça Silvio.








