Jornal Mato Grosso do Norte
José Vieira do Nascimento
Editor de Mato Grosso do Norte
Mais entrosamento entre os poderes Executivo e Legislativo voltou a ser cobrado por vereadores de Alta Floresta durante a sessão realizada nesta terça-feira, 8. Parlamentares que tem uma postura mais a oposição, avaliam que o prefeito Asiel Bezerra está muito ausente da Câmara Municipal.
Para o vereador Dida Pires (PPS), a falta de sintonia entre o executivo e a Câmara Municipal está sendo sentida até mesmo por vereadores da base do prefeito, que estão adotando um novo posicionamento e, alguns, estão se distanciando.
“O caso da entrega da liderança pelo vereador Elói Crestani é uma prova da falta se sintonia entre os dois poderes. É preciso que o prefeito acorde. A base está nervosa e com razão!”, observa o vereador.Dida disse que a administração precisa responder aos requerimentos dos vereadores com pedidos de informações. Segundo ele, em função da falta de respostas, os vereadores acabam tendo que recorrer ao Ministério Público.
“A mesa do promotor está sobrecarregada. O prefeito tem que chamar para si esta responsabilidade e atender aos requerimentos. Não podemos levar tudo para o promotor”, observou.
Para o vereador Mequiel Zacarias (PT) é regimental a presença do prefeito na Câmara, pelo menos a cada 6 meses. Todavia, ele disse que o prefeito não está cumprindo e cobra a presença do chefe do Executivo Municipal.
O parlamentar considera que o relacionamento pessoal do prefeito com a maioria dos vereadores, é bom. Inclusive com ele. No entanto, Mequiel enfatiza que falta estreitar a relação à nível de poderes.
“O prefeito Asiel já veio na Câmara e foi no meu gabinete mais de uma vez. Eu também o procurei na prefeitura. Mas eu cobrar uma situação é uma coisa. A unidade da Câmara cobrar, é outra”, disse.
Para o petista, é de suma importância que o prefeito Asiel Bezerra vá à Câmara Municipal para se reunir com os vereadores e discutir a situação do município.
“A presença dele é importante por conta da situação que a prefeitura está passando, com relação a reforma administrativa, teste seletivo e nos informar o que vai ser feito para dar direcionamento nas secretarias, principalmente obras e saúde. Sabemos que está faltando recursos, mas a população precisa dos serviços. A Câmara tem que saber e contribuir com as alternativas”, comenta Mequiel.