Reportagem
A atriz potiguar Titina Medeiros morreu aos 48 anos, neste domingo (11). A artista tratava um câncer no pâncreas há pelo menos seis meses. A informação foi confirmada por pessoas próximas à atriz.
Natural de Currais Novos, no Seridó do Rio Grande do Norte, Titina construiu uma trajetória de destaque nas artes cênicas. No teatro, tornou-se uma das principais referências da cena cultural potiguar, participando de montagens que contribuíram para dar visibilidade nacional à produção artística do estado.
Na televisão, ganhou projeção nacional com atuações em novelas da TV Globo, como Cheias de Charme e, mais recentemente, No Rancho Fundo. Ao longo da carreira, a atriz se destacou pela versatilidade, com trabalhos marcantes tanto no teatro quanto na TV, sendo reconhecida pela consistência e diversidade de seus papéis.
Na TV Globo, Titina ganhou projeção nacional ao interpretar Socorro, a “personal colega” da cantora Chayene (Cláudia Abreu), na novela “Cheias de Charme” (2012). Mais recentemente, integrou o elenco de “No Rancho Fundo” (2024). Também atuou em produções como “Mar do Sertão”, “Amor Perfeito”, “Os Roni” (Multishow) e “Cangaço Novo” (Prime Video).
O marido da atraz e também ator César Ferrario, usou as redes sociais para homenagear a esposa. Em uma mensagem emocionada, ele descreveu a companheira como “luz, alegria e presença inteira” e destacou o legado deixado pela artista potiguar.
“Titina deixa um legado imenso. Seu talento atravessou o teatro, a televisão e o cinema, marcou personagens, emocionou plateias e construiu uma trajetória feita de entrega, verdade e amor pelo que fazia. Cada trabalho, cada personagem, cada encontro, foi uma extensão da sua alma”.
Casada há 20 anos com o ator César Ferrario, com quem contracenou em “Cheias de Charme”, Titina vivia em Natal. No cinema, seu trabalho mais recente foi o filme “Filhos do Mangue”, no papel de Vina.
Antes da televisão, a atriz teve trajetória sólida no teatro, integrando e criando coletivos culturais no Rio Grande do Norte, como a Casa de Zoé, além de atuar como diretora no espetáculo “Candeia”. Sua contribuição à cena artística potiguar é lembrada pela dedicação à formação, à criação e à valorização da cultura local.
Titina Medeiros deixa um legado de personagens marcantes e uma carreira comprometida com a arte em múltiplas frentes.









