A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima, usou as redes sociais na noite desta terça-feira (6) para se manifestar após a repercussão da notícia envolvendo o passaporte da filha, encontrado em Portugal. Em um desabafo contundente, ela criticou a forma como o assunto foi divulgado e reafirmou a realidade do luto que enfrenta desde 2010, quando o caso chocou o Brasil.
Eliza Samudio foi vítima de um crime brutal que teve como réu o goleiro Bruno Fernandes, à época jogador do Flamengo, condenado pela morte da jovem. Mesmo sem o corpo jamais ter sido localizado, a Justiça emitiu a certidão de óbito em 2013. Para Sônia, a divulgação do documento encontrado no exterior reabre feridas que nunca cicatrizaram.
— “Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma”, declarou.
Sônia foi dura ao criticar parte da imprensa, acusando veículos de priorizarem audiência em detrimento da ética e da sensibilidade humana. Segundo ela, a imagem de Eliza segue sendo usada como instrumento para gerar lucro e visibilidade.
— “Aprendi que não se pode esperar humanidade de pessoas pequenas diante de uma dor que elas nunca precisaram sentir”, desabafou.
Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do passaporte, encontrado na última sexta-feira (2), e informou que o documento será enviado a Brasília, ficando à disposição da família. Ainda assim, Sônia destacou inconsistências na história e afirmou que exigirá explicações das autoridades.
Abalada, Sônia anunciou que manterá silêncio para preservar sua saúde mental e a do neto, Bruninho Samudio. O irmão de Eliza, Arlie Moura, revelou que soube da notícia pelas redes sociais e ficou psicologicamente afetado.
Ao final, a mãe reforçou que sua luta agora é por respeito, verdade e justiça, para que a memória de Eliza não seja reduzida a manchetes frias.
Minha filha está morta: mãe de Eliza Samudio se pronuncia após passaporte encontrado









