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Caderno B Sexta-feira, 14 de Outubro de 2022, 14:13 - A | A

14 de Outubro de 2022, 14h:13 - A | A

Caderno B / CINCO PERGUNTAS

De todas as maneiras

No ar em “Cara e Coragem”, Leopoldo Pacheco exalta as boas oportunidades e encontros da tevê



POR GERALDO BESSA
TV PRESS

O ano de 2022 vem sendo de muito trabalho para Leopoldo Pacheco. No ar em “Cara e Coragem”, como o enrolado Joca, ele se destacou também nos primeiros capítulos de “Pantanal”, onde viveu o viciado em jogos Antero. Com poucos dias de folga entre um personagem e o outro, o ator empolga-se em viver tipos tão diferentes em um curto espaço de tempo. “Para mim, só vale a pena se for assim. A tevê gosta de enquadrar os intérpretes em papéis específicos. Então, viver um cara cheio de jovialidade na novela das sete e um pai de família decadente na trama das 21h é sinal de que diretores e autores entenderam que gosto de diversificar e fazer qualquer tipo de personagem”, garante.

Natural de São Paulo, aos 62 anos, Leopoldo comemora a diversidade dos convites que estão lhe sendo ofertados. Quando foi descoberto pela tevê, em meados dos anos 2000, seu semblante aparentemente sério acabou o reservando para personagens mais plácidos ou densos, como o Samir de “Um Só Coração”, sua estreia na Globo, ou o cruel Leôncio do “remake” de “A Escrava Isaura”, exibido pela Record em 2004. “Tenho cara de ator sério e adoro personagens dramáticos. As pessoas demoraram a me oferecer coisas mais diferentes”, ressalta. O gosto pela experimentação vem do teatro, base da atuação de Leopoldo e onde ele aprendeu também a ser cenógrafo, iluminador, diretor e figurinista. Paralelamente aos seus compromissos com a tevê, ele já está sempre de olho em algum texto ou ensaiando um novo espetáculo para os palcos. “Estou muito empolgado com essa retomada do setor cultural. Com disciplina e paixão, é possível fazer de tudo um pouco”, ensina.

P - Você participou da primeira fase de “Pantanal”, descansou algumas semanas e começou a gravar “Cara e Coragem”. De onde vem essa urgência em atuar?

R - Eu amo o que faço e sou do tipo que abraça os projetos. Me emocionei com o convite para “Pantanal”. Desde que o “remake” foi anunciado, existia uma ansiedade em torno desses convites e fiquei muito feliz de ser lembrado. Durante as gravações, me chamaram para “Cara e Coragem”. Ter duas grandes oportunidades depois de uma longa pandemia é, de fato, muito significativo para mim.

P - Como esses personagens agregam a sua trajetória?

R - Acho que eles mostram minha versatilidade. São dois tipos bem diferentes. O Antero era um homem da noite, viciado em jogo e amoroso com a família. O Joca é um professor de tênis, cheio de energia e que se divide entre duas famílias (risos). Um estava quase moribundo, totalmente decadente, enquanto o outro tem jovialidade de sobra. O fato de eles não terem nada a ver um com o outro foi importante.

P - Por quê?
R - São produções com exibições muito próximas. Eu não iria ficar feliz em me repetir e acho que seria confuso para o público também. Custou inclusive para que as pessoas deixassem o Antero para trás, pois a primeira fase de “Pantanal” fez muito sucesso.

P - Você ficou com vontade de ficar um pouco mais na trama das nove?

R - Foi triste me despedir do elenco. Mas já sabia que seria apenas uma participação e acho que o Antero tem uma função muito objetiva dentro da trama, já que sua morte representa a derrocada familiar e aquele núcleo precisa se adaptar a outra realidade. Foi bonito e saí com a sensação de dever cumprido. A tristeza acabou assim que cheguei nos estúdios de “Cara e Coragem”.

P - Como assim?

R - A preparação é um dos meus momentos preferidos dos trabalhos para uma novela. Chegar na reunião de elenco e ver essa movimentação inicial, todo mundo empolgado e tantos rostos queridos e conhecidos me revitalizou. Neste trabalho, volto a ser dirigido pela Natália (Grimberg), que era da equipe da Denise (Saraceni) em “Belíssima”, minha primeira novela na Globo. A tevê é um lugar de bons encontros.

“Cara e Coragem” - Globo - de segunda a sábado, às 19h20.

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