Sexta-feira, 13 de Março de 2026

Caderno B Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 14:29 - A | A

13 de Março de 2026, 14h:29 - A | A

Caderno B / PERFIL

Outro ritmo de Bonner

William Bonner migra para o “Globo Repórter” após 40 anos de tevê



POR GERALDO BESSA/TV PRESS

O ano de 2026 é bem representativo para William Bonner. Além de celebrar 40 anos de televisão, também marca a estreia no “Globo Repórter” e em um estilo de jornalismo mais comportamental, leve e distante do hard news que marcou sua carreira no vídeo.
“Estou acostumado aos prazos urgentes, com uma rotina repleta de adrenalina que o telejornalismo diário exige.
Então, foi curioso me sentir nervoso, com frio na barriga ao encarar esse novo trabalho à frente do 'Globo Repórter'. É uma atividade nova, em um outro ambiente e ritmo completamente diferente.
No fim das contas, acho que era exatamente isso que eu precisava experimentar”, assume Bonner, que divide a apresentação com Sandra Annenberg. No ar desde 1973 e atualmente exibido nas noites de sexta, o “Globo Repórter” pode ser considerado um dos principais refúgios dos âncoras e principais repórteres da emissora.

Pelo estúdio do programa, famoso pelas reportagens sobre ecologia, destinos exóticos, saúde, educação financeira e outros temas mais leves e frios, passaram nomes como Sérgio Chapelin, Glória Maria, Celso Freitas e Alexandre Garcia.

“Estou realizando um sonho antigo. De todos os programas da área de jornalismo já existentes quando cheguei à Globo, o ‘Globo Repórter’ era o único em que nunca trabalhei, nem interinamente. Eu e Sandra sempre falamos sobre essa vontade de atuar no programa e agora estamos lá”, celebra o jornalista que, apesar de ter surpreendido o público ao deixar a bancada do “Jornal Nacional” – em novembro do ano passado -, já vinha falando há algum tempo com a direção da Globo que precisava desacelerar.

Após 29 anos na bancada do principal jornalístico da emissora, 26 destes também assinando como editor-chefe, a primeira conversa de Bonner com a cúpula do setor de jornalismo da emissora sobre a vontade de deixar o cargo foi em meados de 2020. Por questões contratuais e de olho na recepção dos telespectadores com a notícia, tudo foi costurado nos bastidores de forma sigilosa.

Foi nesse período que também foi definido o destino do jornalista dentro da emissora, que nunca teve intenção de se aposentar, mas queria ter mais tempo para a vida pessoal.

Minha vontade é de encontrar pessoas e conversar com elas diretamente

“Foi um movimento muito sincronizado. Esse novo posto dentro da emissora é um convite à contemplação, com uma agenda menos ocupada do que aquela que a apresentação e a chefia da edição do ‘JN’ exigiram nesses anos todos”, assume.
De tão empolgado, Bonner ainda estava de férias quando começou a fazer contatos e sugerir pautas para a produção do “Globo Repórter”, sempre tentando unir o estilo e temas que fazem parte da história do programa com seu olhar e experiência.
“Os temas que sugeri foram bem recebidos e incorporados à temporada. Não penso em territórios específicos a explorar. Minha vontade é de encontrar pessoas e conversar com elas diretamente”, destaca.
Paulistano e formado pela Universidade de São Paulo, foi na própria instituição que ele teve seu primeiro contato com a comunicação, atuando como locutor da rádio universitária.
A estreia na tevê já foi como apresentador do jornal local da Globo, “SPTV”, em 1986, onde pouco tempo depois já acumulava o posto de editor. Ao longo dos anos 1990, Bonner passou por produções como “Fantástico”, “Jornal da Globo” e “Jornal Hoje”, até que, no final da década, em 1999, assumiu o posto de âncora do “Jornal Nacional”.
“Meu primeiro trabalho já foi como apresentador, início que vai na contramão do que acontece normalmente, que é ter a experiência como repórter e depois virar âncora. A carreira de jornalista é um eterno aprendizado e é nisso que estou focado agora, reforçando minha relação com as reportagens e em uma nova missão”, analisa.

“Globo Repórter” – Globo – sextas, às 22h30.

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