POR CAROLINE BORGES/TV PRESS
A televisão brasileira tem na novela um espaço privilegiado para discutir temas sociais e refletir sobre a situações da vida cotidiana. É nesse terreno fértil que Enrique Diaz mergulha, trazendo sua bagagem do teatro e do cinema para um formato que exige entrega e adaptação constantes. O ator reconhece a grandiosidade do trabalho dos autores e celebra o convite para integrar a produção. “Acho um milagre os autores fazerem algo tão complexo e vivo. Foi um prazer ter recebido o convite para a novela”, afirma o ator, que integra o elenco de “Três Graças”.
Na trama, Enrique interpreta Albérico, um pastor evangélico íntegro, religioso e respeitador, que faz trabalho de evangelização em presídios. Com isso, ele tenta ajudar na reabilitação dos presos e conta com o auxílio da filha Kellen Cristina, papel de Luiza Rosa, a quem criou sozinho e de quem tem muito orgulho. Viúvo, alimenta um carinho especial por Lígia, de Dira Paes. “Faço um pastor evangélico que cria uma filha e ainda estou em um aprendizado com novela. Uma obra aberta que você tem de observar muito e não tem as informações sobre o fim do personagem”, explica.
Para ele, a presença do setor evangélico na trama é desafiadora e exige uma compreensão profunda da fé como elemento íntimo e transformador. Diaz afirma que busca entender as nuances de Albérico e que o processo de construção do personagem tem sido enriquecedor. “Não sei o que vai acontecer e estou achando desafiador a presença do setor evangélico na trama. A fé é algo íntimo e há uma busca ali para eu entender o Albérico. Tem sido bom estar com esse processo aberto”, aponta.
Além de “Três Graças”, Enrique também está no elenco da série “Reencarne”, que está disponível no Globoplay. Na trama, ele vive o médico cirurgião Feliciano e desafia todos os limites éticos para salvar sua esposa doente, Cássia, de Simone Spoladore. Enquanto ele se envolve em planos cada vez mais macabros, uma série de assassinatos volta a assombrar o interior de Goiás. “Acho um trabalho riquíssimo, fora da curva, desafiador, não só pelo gênero, como pela narrativa. A gente é nossos afetos, nossas orações, a identidade acaba sendo uma falácia e a série tem um viés do horror, mas toca nesse lugar que me atrai demais. Tive um prazer de trabalhar com esses colegas incríveis. O meu personagem é sensacional, dificílimo e toca em assuntos muito legais sobre esse poder sobre a vida, entre a ciência e a tirania”, valoriza.
“Três Graças” – De segunda a sábado, às 21h30, na Globo.










