Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026

Caderno B Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2026, 14:33 - A | A

27 de Fevereiro de 2026, 14h:33 - A | A

Caderno B / PERFIL

No caminho certo

Jeniffer Nascimento valoriza trajetória de Dita, protagonista de “Êta Mundo Melhor!”



POR CAROLINE BORGES/TV PRESS

A primeira protagonista ninguém esquece. É sempre um marco na carreira de qualquer atriz, mas para Jeniffer Nascimento, a experiência em “Êta Mundo Melhor!” transcende o simples papel de mocinha.

Sua personagem, Dita, foi construída como uma heroína, uma mulher que não se deixa abater pelas adversidades e que simboliza a força e a resiliência da mulher preta.Ao longo da trama, a atriz viu o enredo de época conversar com questões completamente atuais.

“Acho que a Dita é uma protagonista que, para além de mocinha, ela tem uma trajetória de heroína, e eu acho que essa protagonista ser heroína ilustra exatamente a força e a resiliência da mulher preta, porque a gente nunca pôde ter esse lugar de vítima.

Esses dias eu postei a frase ‘você veio de alguém que nunca pôde desistir’. E é exatamente isso. Acho que a Dita representa essa mulher que está aí no dia a dia, que é batalhadora, que ela não tem a opção de desistir”, afirma.
A jornada de Jeniffer também foi marcada por encontros e parcerias que se tornaram laços afetivos. A convivência com colegas de elenco trouxe não apenas aprendizado, mas também amizades que ela leva para além das gravações.

Sérgio Guizé, por exemplo, foi um parceiro de cena que a acolheu e ajudou a dar vida ao casal Dita e Candinho que conquistou o público. “Eu falo que ganhei três grandes amores nessa novela: Luiz Miranda, Sérgio Guizé e Larissa Manoela. São os meus três grudes dessa novela. Eu já conhecia o Sérgio antes, mas aqui a gente se conectou ainda mais, eu tenho certeza de que ele é um amigo que eu vou levar para o resto da vida. Ele me abraçou muito, porque no início da novela era uma grande questão se esse casal iria funcionar ou não. Era uma grande incógnita. E ele me abraçou de todas as formas possíveis, foi super disponível, sempre teve muito jogo e troca cênica. Eu acho que se esse casal aconteceu foi graças a toda essa parceria e esse acolhimento que ele teve comigo. Não podia ter tido um parceiro melhor para estar nessa minha aventura como primeira protagonista”, elogia.

Os figurinos de Dita não eram apenas roupas, mas símbolos de sua evolução e de sua nova fase

Outro aspecto que marcou sua trajetória foi a construção visual da personagem. Os figurinos de Dita não eram apenas roupas, mas símbolos de sua evolução e de sua nova fase. Se antes ela vestia peças vindas de doações, agora seus trajes refletem dignidade e realeza, acompanhando sua transformação dentro da narrativa. Para Jeniffer, cada detalhe do figurino foi parte essencial da história que se quis contar.

“Os figurinos dessa novela para mim são um sonho. Foi muito bonita a trajetória que a gente construiu para a Dita, com os figurinos.

Alguns seguidores até começaram a fazer essa análise, de que na outra novela a Dita usava muitas estampas misturadas. Isso porque era sempre referente a roupas de doações e a gente vê como foi essa reviravolta nos figurinos da Dita. Agora são roupas dignas de princesa”, aponta.
Por fim, Jeniffer destaca a profundidade emocional que a novela proporcionou. Algumas cenas foram tão intensas que se confundiram com sua própria história, trazendo à tona memórias pessoais e reforçando o poder transformador da arte.

Para ela, interpretar Dita foi também uma forma de dialogar com o público sobre questões reais e necessárias, ampliando o alcance da dramaturgia. “Sou muito grata a essa novela porque eu acho que o Mauro Wilson deu muitos presentes para a gente e para mim, de fazer cenas que são alinhadas com o meu propósito. Tive muitas cenas em que pude conversar com o público para além da dramaturgia”, valoriza.

“Êta Mundo Melhor!” – De segunda a sábado, às 18h30, na Globo.

 Pequena estrela
Foi fora dos estúdios que Jeniffer Nascimento descobriu um dos aspectos mais especiais de seu trabalho: o olhar atento da filha, Lara. A pequena de dois anos já reconhece a mãe na televisão e associa sua imagem à personagem Dita. “A Lara já me reconhece na tevê, ela já sabe quando é a Dita, quando ela assiste, fala: ‘olha a Dita’. E pede para ver meus vídeos de música cantando. Às vezes eu não estou em casa e ela fala: ‘quero ouvir a mamãe’. Ela para dormir e para mim é maravilhoso. Meus pais falam: ‘você pariu uma fã’. Ela realmente admira e já segue meus passos”, afirma.

Esse vínculo se estende para além da tela e se manifesta no dia a dia da menina, que já demonstra gosto pela música e pela atuação. Lara escolhe suas canções favoritas, diferencia artistas e mostra que a arte está presente em seu DNA. “Ela já atua, canta, sabe a música que quer ouvir, se ‘Borboletinha’, ‘Galinha Pintadinha’ ou ‘Bob Zoom’. Ela sabe diferenciar os artistas. Acho que não vou ter muito para onde fugir: veio mais um artista aí”, torce.

 Instantâneas
# Jeniffer está escalada para “Quem Ama Cuida”, próxima novela das nove, que também conta com autoria de Walcyr Carrasco.
# Recentemente, a atriz assinou seu primeiro contrato de prazo longo com a Globo.
# Jeniffer é natural de São Paulo, capital.
# Após participar do reality “Fábrica de Estrelas”, do Multishow, Jeniffer integrou o grupo Girls.

gbd

 

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