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Caderno B Sexta-feira, 19 de Abril de 2024, 09:01 - A | A

19 de Abril de 2024, 09h:01 - A | A

Caderno B / VITRINE

Cheia de graça

Cris Vianna embarca em um papel cômico pela primeira vez como a deslumbrada Lulu de “Família é Tudo”



por Márcio Maio/ TV Press                

Há diversos desafios capazes de testar a versatilidade dos profissionais que atuam na tevê. Cris Vianna se sente em um deles agora, na pele da exuberante Lulu Mancini em “Família É Tudo”. Acostumada a dar vida a mulheres fortes e com boas doses de drama, a atriz encarna, pela primeira vez, um papel cuja principal essência é o humor. Algo que, apesar de instigante, também se revela um lugar de incertezas.

Eu estou amando fazer comédia, tudo muito solar. Acho que é a minha primeira personagem declaradamente cômica. Espero estar fazendo certo”, vibra.       

          Cris, na verdade, ganhou muito prestígio ao dar vida à sofrida Marisa no longa “Última Parada 174”, lançado em 2008. O filme é sobre a vida de Sandro Barbosa do Nascimento, garoto de rua do Rio de Janeiro que sobreviveu à Chacina da Candelária, em 1993. Anos mais tarde, ele sequestrou um ônibus da linha carioca 174, entre o Centro e a Zona Sul, que ganhou os noticiários de todo o país e culminou na morte de uma refém e do próprio bandido pela polícia. Talvez por isso, a trajetória da atriz tenha sido pela marcada pela confiança das equipes em lhe dar papéis mais densos e de camadas profundas. Mesmo assim, Cris parece aproveitar até as nuances mais leves de Lulu para transmitir uma mensagem ao público.

Cris ganhou muito prestígio ao dar vida à sofrida Marisa no longa “Última Parada 174”

Estou experimentando lugares que nunca imaginei que pudesse estar. Em todos os personagens que me chamam para fazer, sempre penso no que posso contribuir como uma mulher preta. E Lulu tem uma liberdade que me atrai muito”, valoriza.             

    “Família é Tudo”, como o próprio nome já indica, explora a convivência familiar. A saga dos Mancini começa com a morte de um pai e a separação de todos seus filhos. A avó Frida, vivida por Arlete Salles, se incomoda quando vê a prole de seu filho Pedro, personagem de Paulo Tiefenthaler, se distanciar após o acidente que tirou a vida dele. Para piorar, as antigas noras se detestam – e uma delas é justamente Lulu, a mãe da desafinada Andrômeda, interpretada por Ramille. Obstinada em promover o reencontro dos netos, a dona da gravadora Mancini Music organiza um cruzeiro para celebrar seu aniversário e o da irmã gêmea Catarina, também vivida por Arlete Salles. Mas Frida desaparece e seu testamento determina que os netos precisam cumprir um desafio juntos para terem direito à herança. Ou seja, um prato cheio para muitas confusões.

Eu tenho visto algumas coisas cômicas. Mas é sou mais de fazer e acreditar mesmo, de me jogar. Se não, você pega uma referência que pode não ser necessariamente da sua personagem”, analisa Cris.              

   Andrômeda foi criada como princesa e vive comprando e ostentando nas redes sociais. Tem uma autoestima inabalável e uma queda para o drama, mas o sonho de ser uma cantora famosa esbarra na aparente falta de talento da jovem. Já Lulu é uma mulher deslumbrante e cujo passado ficou marcado pela conquista de ter sido miss. Como só tem uma filha, todas as suas atenções e voltam para a garota, fazendo todas as vontades dela. “Lulu tem uma mágoa do ex-marido e é realmente muito apaixonada pela filha. Mas eu acho isso muito bonito. É uma relação de amor de verdade, uma é fã e quer a felicidade da outra”, aponta.         

        Apesar dos primeiros passos na carreira terem sido dados como modelo – e com sucesso, chegando a desfilar em países como a Itália, Canadá, Austrália e Alemanha –, Cris passou longe de ser uma mulher deslumbrada.

É um lugar muito lúdico pra mim. Mas é gostoso brincar com essa nova realidade”, assume a paulistana, que completou 47 anos no último dia 11. A agenda de Cris, na verdade, é repleta de bastante trabalho. Quando foi chamada para “Família é Tudo”, estava envolvida em duas séries e um filme – este último, na verdade, era a grande preocupação para tentar conciliar com o folhetim das 19h da Globo.

Como a personagem só aparecia um pouco mais à frente, a produção confirmou que daria tempo de terminar e entrar na novela”, entrega Cris, que também pode ser vista nas séries “Vicky e a Musa” e “Arcanjo Renegado”, no Globoplay; “A História Delas”, no Star+; e “O Beijo Adolescente”, da HBO.  

Família é Tudo” – Segunda a sábado, na faixa das 19h da Globo. Reprise alternativa nas madrugadas.

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