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Caderno B Sexta-feira, 05 de Julho de 2024, 08:32 - A | A

05 de Julho de 2024, 08h:32 - A | A

Caderno B / CINCO PERGUNTAS

Dona da bancada

Em momento de renovação, Cissa Guimarães celebra boa repercussão à frente do “Sem Censura” e o sucesso nos palcos de “Doidas e Santas”



por Geraldo Bessa TV Press                

O jeito extrovertido e direto de Cissa Guimarães é um velho conhecido do público. Na tevê há mais de quatro décadas, a atriz e comunicadora ansiava por um projeto que a tirasse da zona de conforto que uma longa e diversificada carreira pode proporcionar. Aberta para o mercado depois do fim de seu contrato com a Globo, em 2021, Cissa se surpreendeu com o inusitado convite de comandar o icônico “Sem Censura”, da TV Brasil. Em um momento em que ela queria voltar aos estúdios e a produção carecia de mais força e visibilidade, a proposta se mostrou boa para ambos os lados. “É um programa muito importante para a tevê brasileira. Assumir essa bancada é uma grande responsabilidade. Por isso, é lindo participar dessa renovação e sentir o carinho do público”, avalia.                

Carioca de sotaque carregado e pele bronzeada, Cissa é formada em Química, mas acabou seduzida pelo teatro, onde estreou profissionalmente no final dos anos 1970. Em 1980, ela chegou à tevê com um pequeno papel em “Coração Alado” e logo conquistou personagens de destaque em produções como “Final Feliz” e “Um Sonho a Mais”.

A partir de 1986, começou a se dividir entre a carreira de atriz e repórter do extinto “Vídeo Show”, o que acabou com que ela também mostrasse sua porção apresentadora em programas como “Você Decide” e “É de Casa”. “Tenho muito orgulho de ter feito tanta coisa legal na tevê”, analisa. Aos 67 anos, sua porção atriz tem lugar cativo no teatro, onde ela protagoniza o sucesso “Doidas e Santas”, de Martha Medeiros.

Na ativa desde 2010 e com mais de 500 mil espectadores, o projeto segue em alta. “Apesar das dificuldades de se fazer teatro no Brasil, é incrível ver as casas lotadas e a identificação do público com o texto. Tenho muito orgulho de fazer essa peça por tanto tempo e nosso objetivo é continuar viajando e encontrando pessoas. Nunca fomos a Manaus, por exemplo, e eu adoraria fazer a peça por lá”, avisa.

P – Você estava fora do ar desde que saiu do “É de Casa”, em 2021. Qual o balanço que você faz deste retorno à tevê, agora à frente de um programa tão clássico como o “Sem Censura”?

R – A resposta do público superou as expectativas. É um programa feito com muito carinho e a emissora consegue medir a boa repercussão tanto da transmissão oficial quanto nas reprises no canal da TV Brasil no YouTube. Isso mostra que nossas conversas estão alcançando pessoas de idades diferentes, renovando o público do programa e o meu também (risos).

P – Em tempos de furor e polaridade social. Como é ser a cara a um programa onde debates e opiniões estão na ordem do dia?

R – A gente aposta na pluralidade. Acho que isso acalma os ânimos. Nas primeiras semanas, recebi algumas agressões e hates. Estou na televisão há muitos anos e já falaram coisas ruins sobre mim, sei que faz parte do jogo e a tática é se impor e seguir em frente. Minha prioridade é fazer um bom programa e não ficar dando bola para os haters.

P – Muitas apresentadoras já passaram pelo “Sem Censura” ao longo dos anos. Você teve algum receio de possíveis comparações?

R – O “Sem Censura” é um programa em que ele mesmo é a estrela, o que mudou foi a minha presença. O formato continua sendo icônico e pertinente à sociedade brasileira. Tenho uma dinâmica diferente de conduzir, que acho que aproxima o público. Nunca imaginei estar na bancada, foi um susto quando eu recebi o convite, mas aceitei na hora, sem nem pensar muito.

P – Por quê? R – Pela importância do projeto e o nível de dedicação que ele exige. Minha vida agora é casa, TV Brasil, estudar, casa, TV Brasil. E teatro no fim de semana. Eu só trabalho, mas estou muito feliz e realizada com tudo o que vem acontecendo na minha carreira.

P – A peça “Doidas e Santas” segue arrebatando plateias Brasil afora desde 2010. Qual a importância do espetáculo na sua trajetória?

R – É a minha comunicação direta com o povo. A história é completamente atemporal, serve para qualquer momento da vida. É sobre o ser humano e sua eterna busca pela felicidade. Não mexemos em nada do texto da peça desde a estreia. Já passamos por diversos momentos de dificuldade, mas o espetáculo segue firme e lotando teatros. O prazer que sinto em ver o amor do público é absurdo. Ninguém derruba o teatro. O teatro salva.  

Sem Censura” – TV Brasil – de segunda a sexta, às 16h.

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