Quarta-feira, 19 de Junho de 2024

Caderno B Sexta-feira, 17 de Maio de 2024, 14:02 - A | A

17 de Maio de 2024, 14h:02 - A | A

Caderno B / VITRINE

Força original

Na pele da cativante Morena, Ana Cecília Costa exalta versão original e a Bahia profunda exibida em “Renascer”



por Geraldo Bessa TV Press            

     Na tentativa de se esquivar de possíveis comparações e críticas, intérpretes envolvidos em remakes geralmente defendem a ideia de construir o personagem a partir do texto e do zero, sem grandes referências da atuação original. No ar como a Morena de “Renascer”, Ana Cecília Costa acha esse distanciamento uma grande bobagem.

Fã de Regina Dourado, que interpretou a personagem na versão de 1993, ela não só reviu muitas cenas para buscar referências como enxerga sua atuação como uma grande homenagem à atriz, que faleceu precocemente, em 2012, aos 60 anos.

Sempre me emociona falar dela. Me senti muito honrada quando esse papel caiu no meu colo. Sou baiana como a Regina e ela sempre foi uma inspiração para mim. É claro que a Morena também tem meu repertório, minha história. Mas costumo dizer que estou pisando a pisada da Regina, seguindo pelo mesmo caminho que ela inaugurou para a Morena”, entrega.    

             Contar histórias tipicamente baianas é sempre do interesse de Ana Cecília. Ela ainda estava envolvida com as gravações de “Amor Perfeito” quando surgiu a oportunidade de trabalhar em “Renascer”. Natural da pequena Jequié, a atriz conhece bem a região de Ilhéus e tem a vivência das antigas fazendas de cacau da região.

Me senti muito honrada quando esse papel caiu no meu colo

É uma novela que fala de coisas importantes e que segue muito atual. Essa releitura se volta para o Brasil e para a Bahia mais profunda, um tema que sempre vai me encantar. Adoro interpretar mulheres bem diferentes de mim, mas me orgulho também de levar minhas raízes para a tevê”, ressalta.           

      Na trama, Morena é uma dona de casa guerreira, maternal e acolhedora. Por trás de sua indefectível gargalhada, entretanto, escondem-se diversos dilemas, como o aborto espontâneo, que acabou por fazer com que ela não pudesse mais engravidar. Sempre do seu lado está o marido Diocleciano, papel de Jackson Antunes. “A história é muito masculina. Então, é maravilhoso ter essa personagem tão possível, uma mulher que não pode gerar um filho, mas que é a representação maternal perfeita”, avalia.            

     Na teoria, Ana Cecília achou que estar em “Renascer” seria uma chance de passar uma longa temporada em seu estado natal. Entretanto, questões de logística do folhetim e a própria rotina do papel acabaram por fazer a atriz trabalhar de forma intensa, mas quase sempre dentro dos espaços cenográficos da trama, nos Estúdios Globo, localizado no Rio de Janeiro.

Por sorte, sei os sons, sabores e perfumes da Bahia. Isso me ajuda demais na hora de gravar. A Morena vive em casa e, por isso, estou basicamente trabalhando em estúdio nessa novela”, conta.      

           Mesmo quase que totalmente indoor, Ana Cecília não tem do que reclamar do clima nos bastidores. Muito por conta do reencontro profissional com Jackson Antunes.

Jackson é um grande companheiro de cena. A gente grava cerca de 20 por dia e a entrega dele é sempre comovente. Assim fica mais fácil achar as emoções, alegrias e conflitos de cada uma das sequências”, elogia.               

  Já morando e estudando em Salvador, Ana Cecília tinha 14 anos quando teve seu primeiro contato com a atuação, no colégio. Na sequência, acabou entrando para o curso livre de teatro da Universidade Federal da Bahia, o que fez com que vislumbrasse a possibilidade de realmente seguir a carreira nas Artes Cênicas. Na busca por mais oportunidades, acabou se mudando para o Rio de Janeiro, e posteriormente, para São Paulo, onde se formou em Cinema.

Eu amo estudar e queria ter algum tipo de formação profissional na área. Ao longo do curso, fui fazendo testes e as coisas foram acontecendo”, explica a atriz.   

              A atriz estreou na tevê em “A Ilha das Bruxas”, minissérie exibida pela extinta Manchete, em 1991. Com trabalhos também no SBT, Record e Band, foi na Globo que Ana Cecília acabou estreitando os laços com a tevê. Sobretudo depois do sucesso de “Cordel Encantado”, de 2011.

Foi um projeto muito vitorioso e que acabou me dando sorte para conseguir outras oportunidades no vídeo”, destaca a atriz, que também esteve em produções como “Joia Rara” e “Órfãos da Terra”.  

Renascer” – Globo – de segunda a sábado, às 21h.

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