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Caderno B Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2022, 17:07 - A | A

21 de Dezembro de 2022, 17h:07 - A | A

Caderno B / PERFIL

Rumo da maldade

Em “Mar do Sertão”, Eli Ferreira se surpreende com a vilania de sua personagem



por Caroline Borges

TV Press

                A tevê aberta ainda é o grande veículo de massa do Brasil. Não à toa, Eli Ferreira rapidamente percebeu o poder de repercussão que a executiva Laura, sua personagem em “Mar do Sertão”, trazia consigo. A personagem criada por Mario Teixeira chama atenção para uma questão em alta no debate atualmente: a representatividade de pessoas negras em posição de destaque na sociedade. “A Laura é muito inteligente, competente, ama o que faz, é muito segura. Acho de extrema importância ter artistas pretos representando esses papéis, principalmente na tevê aberta que, apesar do avanço das redes sociais, ainda é o maior meio de comunicação com o grande público. É importante que as pessoas pretas se vejam representadas de outras formas”, aponta a atriz de 31 anos.

                Nos últimos capítulos da novela das seis, Laura enveredou por um caminho de vilania. A executiva chegou até Canta Pedra como braço-direito de José Mendes, papel de Sergio Guizé. Porém, ela traiu a confiança do chefe e amigo, após ser seduzida por Tertulinho, de Renato Góes, principal rival do ex-CEO da JM/Chaddah. A mudança de rota do enredo da personagem pegou Eli de surpresa ao longo dos capítulos do folhetim. “Aguardávamos o momento em que Laura e José fossem ter ou revelar algo que, no passado, tivesse acontecido entre eles. Principalmente porque, desde o início, Laura carrega uma paixão camuflada pelo José. Então, quando chegaram os capítulos, ficamos surpresos! Mas a troca com Renato Góes está sendo incrível, ele é muito aberto para o jogo e as cenas sempre rendem muito”, valoriza.

                A nova fase vilanesca de Laura tem repercutido nas ruas. Antes de revelar a faceta do mal da personagem, Eli ouvia uma série de elogios sobre a ferocidade da executiva. Agora, no entanto, a vilã ganhou um apelido nada carinhoso do público: “Laura Diabinha”. “Pegou demais esse apelido. No momento a maioria está um pouco chateada com Laura (risos). Mas eu a defendo. Laura foi muito subestimada e até explorada porque foi a única que trabalhou naquela empresa desde que chegaram a Canta Pedra, então, ela só quer o que é dela por direito e merecimento”, explica.

                Natural de Belford Roxo, município da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, Eli começou sua trajetória profissional como modelo. Porém, seu desejo por uma carreira artística surgiu ainda jovem, quando participava de um grupo de coreografia e do coral da igreja. “Pulsava um prazer enorme por estar no palco, por cantar... E isso só cresceu. Tentei não seguir esse caminho, várias vezes pensei em desistir, mas eu já era artista sem saber que era, e disso não dá para fugir. De um jeito ou de outro, o artista ecoa”, afirma.

 

“Mar do Sertão” – de segunda a sábado, às 18h30, na Globo.

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