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Caderno B Sexta-feira, 27 de Maio de 2022, 09:37 - A | A

27 de Maio de 2022, 09h:37 - A | A

Caderno B / CINCO PERGUNTAS

Adrenalina pura

Autora de “Cara e Coragem”, Claudia Souto aposta em doses altas de ação para revitalizar audiência das 19h



POR GERALDO BESSA
TV PRESS

O sucesso de “Pega-Pega”, de 2017, fez de Claudia Souto um nome de destaque no experimental horário das 19h. Ao final da trama, a autora entrou de férias já com a missão de escrever um novo enredo para a faixa. Cheia de ideias, ela logo tratou de entregar a sinopse de “Cara e Coragem” no início do ano seguinte. Porém, como se já não bastasse o caos provocado pela pandemia, a obra também encarou a reformulação no comando da Direção de Teledramaturgia da Globo, questões que justificam os quatro anos que separam a concepção e a estreia da novela, prevista para a próxima segunda, dia 30 de maio. “Este trabalho ganha um outro sentido ao ser lançado neste momento. Estamos falando de coragem em seu mais amplo sentido, um assunto de grande identificação com o público, ainda mais depois de tudo o que aconteceu nos últimos anos”, analisa.

Carioca do bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio, a carreira de Claudia na televisão se desenvolveu através do humor. Ao longo dos anos 1990 e 2000, fez parte da equipe de roteiristas de humorísticos como “Os Trapalhões”, “Casseta & Planeta, Urgente!”, “Sai de Baixo!” e “Zorra Total”, até que, em 2008, Walcyr Carrasco a convidou para o time de colaboradores de “Sete Pecados”. “Fiquei muito encantada pelo universo das novelas. Mas demorou um pouco até me sentir segura e ter a oportunidade de virar autora principal”, ressalta. Em “Pega-Pega”, Claudia conquistou a audiência a partir de sua principal escola: o humor. O riso segue tendo um lugar de destaque em “Cara e Coragem”, porém, a autora se abre para outras referências no novo trabalho. “Tem mais ação, mistério e suspense, ingredientes que também são a cara do horário das sete. A comédia está presente, aparece de forma mais sombria, mas na medida para a diversão”, conceitua.

 

P – Você entregou a sinopse de “Cara e Coragem” em 2018. Como se sente ao ver o projeto enfim chegando ao público?

R – É como o nascimento de um filho. Televisão é um trabalho coletivo e é preciso equilibrar muitas questões. Tudo tem sua hora para acontecer e é o melhor momento para a novela estrear. Quando escrevi a sinopse, quatro anos atrás, nem sequer podia imaginar uma pandemia ou a situação que estamos vivendo atualmente no Brasil.

 

P – Falar sobre coragem ganhou mais sentido agora?

R – Totalmente. E abordo nessa novela a coragem sob vários aspectos. Desde a microcoragem, aquela que serve para romper uma relação na vida particular, mudar de emprego, expor ideias ou quem você realmente é. Até a macrocoragem, que é fazer do risco a sua profissão, como é o caso dos dublês.

 

P – De onde veio a inspiração para falar sobre a vida desses profissionais?

R – O universo dos dublês me atrai há muito tempo. Desde a época em que eu escrevia “Bambuluá” (2000). Gosto de ir até o set acompanhar as gravações. Havia, naquela época, uma equipe de dublês profissionais bem ativa, que trabalhava no programa, e aquilo me fascinava. As cenas tinham muita luta, movimentação e eu ficava ali só de olho. Quando surgiu a oportunidade de criar uma sinopse novamente para o horário das sete, quis abordar o conceito da coragem e me lembrei desse universo. Acho que combina bastante.

 

P - “Cara e Coragem” é sua segunda novela como autora titular. Depois do êxito de “Pega-Pega”, você se sente pressionada quanto ao sucesso da nova empreitada?

R - É claro que quero que esse novo trabalho conquiste as pessoas também. Mas tento não pensar muito nisso. Minha expectativa é que o público se divirta e se emocione com essa nova proposta. É uma trama das sete cheia de mistério e suspense, um pouco mais sombria que o habitual, mas também muito solar em sua proposta.

 

P - Como se desenvolveu a parceria com a diretora Natália Grimberg?

R - Acho o máximo ter duas mulheres no comando de uma novela. Esse reencontro com a Natalia é a coroação de uma amizade de muitos anos. Nos conhecemos no teatro quando ela era adolescente. Ela era atriz e eu era a supervisora de direção. De lá para cá, sempre mantivemos contato. Agora, nós duas conseguimos nos reencontrar profissionalmente e isso tem um valor afetivo imenso. Ela é uma grande artista e tem sempre as melhores e mais arrojadas soluções para a realização das cenas.

“Cara e Coragem” - Globo - de segunda a sexta, às 19h20.

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